Pedro Fernandes, secretário de Educação, é preso; ex-deputada Cristiane Brasil está sendo procurada

Foi preso, na manhã desta sexta-feira, o secretário estadual de Educação do Rio, Pedro Fernandes. Agentes estiveram na casa dele, num condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele apresentou aos policiais um exame que mostra estar com Covid-19 e, por isso, ficará em prisão domiiciliar. A ação faz parte da segunda fase da Operação Catarata, que investiga supostos desvios em contratos de assistência social. A ex-deputada Cristiane Brasil também teve a prisão decretada e é procurada. Agenstes foram ao prédio onde ela mora, em Copacabana, mas não a encontraram. As buscas continuam. Outras três pessoas foram presas. As informações são da TV Globo e do G1.
Policiais vão ao prédio onde mora Cristiane Brasil para prendê-la, mas não a encontram

Policiais vão ao prédio onde mora Cristiane Brasil para prendê-la, mas não a encontram Foto: Reprodução TV GloboEm julho de 2019, na primeira etapa da Operação Catarata, a Polícia Civil e o Ministério Público prenderam sete pessoas suspeitas de fraudes em licitações da Fundação Estadual Leão XIII, da qual Pedro Fernandes foi presidente. As investigações continuaram e, segundo a força-tarefa, o esquema incluiu secretarias municipais do Rio: a de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida e a de Proteção à Pessoa com Deficiência.

Além de Pedro Fernandes, foram presos na operação: o empresário Flavio Salomão Chadud; o ex-delegado Mario Jamil Chadud, pai de Flavio; e o ex-diretor de administração financeira da Fundação Leão XIII João Marcos Borges Mattos.

Além de Pedro Fernandes, foram presos na operação: o empresário Flavio Salomão Chadud; o ex-delegado Mario Jamil Chadud, pai de Flavio; e o ex-diretor de administração financeira da Fundação Leão XIII João Marcos Borges Mattos.

Os contratos investigados foram firmados entre 2013 e 2018 e custaram quase R$ 120 milhões aos cofres públicos. De acordo com o MP, sobre os serviços contratados eram cobradas vantagens indevidas. Os valores variariam entre 5% a 25% do preço acertado.

Em nota, Cristiane Brasil cita perseguição política, uma vez que é pré-candidata à Prefeitura do Rio, e também vingança:

“Tiveram oito anos para investigar essa denúncia sem fundamento, feita em 2012 contra mim, e não fizeram pois não quiseram. Mas aparecem agora que sou pré-candidata a prefeita numa tentativa clara de me perseguir politicamente, a mim e ao meu pai. Em menos de uma semana, Eduardo Paes, Crivella e eu viramos alvos. Basta um pingo de racionalidade para se ver que a busca contra mim é desproporcional. Isso deve ter dedo da candidata Martha Rocha, do Cowitzel e do André Ceciliano. Vingança e política não são papel do Ministério Público nem da Polícia Civil.”

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