Pedrinho Aguinaga festeja 50 anos do título de homem mais bonito do Brasil, prepara biografia aos 70 e reflete: ‘A piscina do Copa era a internet da época’

Pedrinho Aguinaga: aos 70 anos e uma vida cheia de histórias

Pedrinho Aguinaga: aos 70 anos e uma vida cheia de histórias Foto: Aderi Costa/ divulgação
Carol Marques

Sorvetes na conta do colunista Ibrahim Sued no Copacabana Palace. Viagem para a Bahia e almoço em Nova York com a cantora Maria Callas. Jantares com o bailarino Rodolf Nureyev e o cineasta Roberto Rosselini. Noites memoráveis ao lado da diva Liza Minelli. Últimos versos de “My way” lidos num avião antes mesmo de Frank Sinatra, que gravou e imortalizou a canção de Paul Anka. Selfie (quando nem existia) com o amigo Andy Warhol. Romance com símbolos sexuais, como Monique Evans, Rose Di Primo e Marisa Berenson (fora as centenas que ele não revela). Pedrinho Aguinaga, 70 anos muitíssimos bem vividos, coleciona todas essas histórias e milhares de outras que aconteceram numa época em que não havia internet, celulares e redes sociais. O que, de certa forma, é uma lástima, já que os registros estão apenas em sua memória. “Dizem que para comprovar uma história é preciso de ao menos uma testemunha. Tive dezenas delas. A piscina do Copa era a internet da época”, brinca ele, que há 50 anos foi eleito o homem mais bonito do Brasil, o que lhe abriu as portas para uma trajetória espetacular.

Tudo isso e muito mais, ele diz, estará em sua autobiografia. “Estou fazendo várias gravações. Repassando o passado. Porque escrevendo não imprimo o mesmo tom que tenho para contar histórias”, justifica. Na realidade, nem é o tom. Mas o dom. Pedrinho Aguinaga tem de sobra. Espécie de Forrest Gump de Copacabana, ele narra suas peripécias de uma forma que transporta seu ouvinte à década mais efervescente do Rio. Os anos 70 foram dele.

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos Foto: Aderi Costa/ divulgaçãoSe transportado para os tempos atuais, Aguinaga seria um digital influencer. Porque ele já fazia isso mesmo vivendo de forma analógica. Aos 20 anos, era uma celebridade. Transitava nos meios artísticos, empresariais e políticos com desenvoltura e elegância. Sabia de tudo. Nada contava. “Nunca fui interesseiro. E jamais cometia a indiscrição de repassar informações. Então, essas pessoas, muitas delas idolatradas no mundo, confiavam em mim”, acredita.

Por exemplo, quando conheceu Maria Callas, a grande diva grega da ópera, ela enfrentava uma dolorosa separação de Aristóteles Onassis, o milionário que ousou largá-la por Jacqueline Kennedy. “Fomos para a Bahia. Fui convidado do Franco Rosselini, muito meu amigo, sobrinho do Roberto. E a ouvia falando sobre o divórcio. Ficamos presos no quarto de hotel, todos nós, em Salvador, porque a imprensa do mundo inteiro estava na porta”, recorda.

Pedrinho Aguinaga quando foi eleito o homem mais bonito do Brasil

Pedrinho Aguinaga quando foi eleito o homem mais bonito do Brasil Foto: Eurico DantasO crush do país

Quando se inscreveu no concurso de Flavio Cavalcanti, em 1970, Pedrinho Aguinaga só queria vencer para poder consertar o carro de uma tia. “Pedi emprestado para levar uma moça a uma festa e acabei batendo. Precisava descolar grana e vi no concurso uma oportunidade”, diz.

Moreno, 1,80m, abdômen sequinho e um sorriso avassalador. O Apolo de Copa levou o título e o coração de uma geração que o teve como crush. A beleza abriu portas. Mas antes do título, já existia um Pedro esbanjador de carisma. “Antes de tudo, sou um Aguinaga. Venho de uma família de médicos brilhantes, tive uma ótima formação, falo quatro idiomas, cursava Direito na PUC e sabia aproveitar as oportunidades”, enumera.

Pedrinho Aguinaga: propaganda de cigarro o levou para hospital

Pedrinho Aguinaga: propaganda de cigarro o levou para hospital Foto: reproduçãoObrigado por fumar

Foi assim que conseguiu ser um dos garotos-propaganda mais lembrados com sua atuação à frente do cigarro Chanceler, e fixou na cabeça dos consumidores a frase “O fino que satisfaz”. “Eu não tinha passado no teste porque a empresa não gostou. Mas o diretor, que me indicou, insistiu para refazer. Quando cheguei, tinha um estúdio montado, refiz e deu certo”, conta: “No dia do comercial, tive que fumar uns 400 cigarros até a tomada ficar boa. Fui parar no hospital”.

Pedrinho fumou durante 57 anos. Há cinco, largou o vício a pedido de um amigo, hospitalizado por um enfisema pulmonar. “Meu pulmão é como o de uma criança”, orgulha-se. A bebida também ficou no passado. Assim como as drogas pesadas. “Eu curtia cocaína para transar. Usava de forma esporádica e recreativa. As amigas traziam e quando iam embora, mandava levar com elas. Mas quando passei a pedir para que deixassem, decidi dar um fim naquilo. Hoje, de vez em quando, fumo um baseadinho”, revela

 

Pedrinho Aguinaga e Liza Minelli: affair
Pedrinho Aguinaga e Liza Minelli: affair Foto: arquivo

 

Fetiche de Neville

A carreira de modelo e ator começou por acaso. Aguinaga estrelou dois filmes com Os Trapahões, chegou à pornochanchada, mas foi com Neville D’Almeida que virou galã de cinema. O diretor e Pedrinho se conheceram numa festa e viraram melhores amigos numa noite. Ele se tornou para o cineasta uma espécie de ator fetiche desde que estrelou “Rio Babilônia”, um clássico nacional, com uma das cenas mais ousadas de sexo já filmadas no país: um ménage entre ele, Denise Dumont e Joel Barcelos. “Aquilo tudo foi uma loucura. As gravações da festa duraram dez dias. Eram 150 pessoas de black tie e outras 150 peladas”, relembra: “Nessa da piscina, a Denise e o Joel estavam juntos, apaixonados. Enquanto ela simulava sexo oral em mim, ele estava literalmente transando com ela”.

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos Foto: Aderi Costa/ divulgaçãoUma vida franciscana

Apesar de ter tido uma vida riquíssima, Aguinaga não esbanja dinheiro. “Se não fosse pelo meu filho, estaria roubado!”, admite. É Armando, fruto de um relacionamento de altos e baixos com Monique Evans, que deu jeito nas finanças do pai: “Tenho uma vida bem franciscana. Sem excessos ou luxos. Vivo do aluguel de imóveis da família, moro no mesmo apartamento em Copacabana, arroz e feijão e um ovinho me deixam feliz ”.

Solteiro há oito anos, ele não consegue se ver casado. “Eu nunca casei! Tive muitas e muitas namoradas, mulheres interessantíssimas, mas não aconteceu. Mas hoje só me relacionaria se fosse cada um na sua casa. Aos 70 anos, ninguém quer mudar seus hábitos”, observa ele, que, no entanto, não se tornou um monge: “Ah, isso não! Tenho amigas, amigas com benefícios. É divertido”.

Pedrinho Aguinaga e a neta Valentina

Pedrinho Aguinaga e a neta Valentina Foto: reprodução/ instagramValentina, o verdadeiro amor

Não foi apenas o pedido do amigo hospitalizado que fez Pedrinho lagar o cigarro, quase um parceiro coadjuvante de sua vivência. A neta Valentina, de 12 anos, teve muito a ver com a decisão. “Quando ela nasceu, me deu um clique. Queria ser avô, brincar com ela e não ser um homem doente”, explica.

São dela os momentos mais ternos. Com Valentina, Aguinaga esquece o tempo. E agora terá uma dura fase pela frente. Armando vai se mudar para a Espanha. “Já avisei que compro um colchonete para ficar com ela, pois não vou aguentar a saudade. Mas ele alugou um apartamento com um quarto de hóspedes”, respira, quase aliviado.

Pedrinho Aguinaga com o filho Armando e a neta Valentina

Pedrinho Aguinaga com o filho Armando e a neta Valentina Foto: reprodução/ instagramQuando a alma não é pequena

A rotina de Aguinaga é hoje muito diferente da que ele teve nos anos de ouro em que não parava em casa. Ou no país. Dos meses que morou na Califórnia, ele trouxe a meditação. O corpo sempre foi trabalhado pelas braçadas na piscina ou no mar, as andanças continuam e há alguns anos ele incorporou o pilates ao dia a dia.

“Eu me cuido. Sempre fui assim, mesmo numa época de mais excessos. Não virei natureba, mas deixei o pão francês e troquei por cereal e mel, que gosto no café da manhã. Mas confesso que não gosto de comer. Me obrigo”, confessa.

“Não deixo o velho me pegar”

“Não deixo o velho me pegar” Foto: Aderi Costa/ divulgaçãoAo se olhar no espelho, ele diz, o homem mais bonito do Brasil está no seu passado, mas guarda dele a intensidade e uma vontade de viver eternamente rodeado de amigos. “Melhor do que ser a Rainha da Inglaterra, é pode ser amigo dela e usufruir. Tenho amigos que se preocupam o tempo todo com investimentos, bolsa, empresas. Eu não. Eu viajo com eles!”, ensina Aguinaga, que compartilha o segredo que o fez envelhecer tão bem: “Não deixo o velho me pegar”.

Pedrinho Aguinaga e o amigo Andy Warhol: selfie quando não existia internet

Pedrinho Aguinaga e o amigo Andy Warhol: selfie quando não existia internet Foto: arquivo pessoal

Pedrinho Aguinaga e Monique Evans são pais de Armando: altos e baixos

Pedrinho Aguinaga e Monique Evans são pais de Armando: altos e baixos Foto: arquivo

Pedrinho Aguinaga e Rose di Primo: romance
Pedrinho Aguinaga e Rose di Primo: romance Foto: arquivo
Pedro Aguinaga com Neville D’Almeida
Pedro Aguinaga com Neville D’Almeida Foto: reprodução/ instagram

Com Agências

Pedrinho Aguinaga festeja 50 anos do título de homem mais bonito do Brasil, prepara biografia aos 70 e reflete: ‘A piscina do Copa era a internet da época’

Pedrinho Aguinaga: aos 70 anos e uma vida cheia de histórias

Pedrinho Aguinaga: aos 70 anos e uma vida cheia de histórias Foto: Aderi Costa/ divulgação
Carol Marques

Sorvetes na conta do colunista Ibrahim Sued no Copacabana Palace. Viagem para a Bahia e almoço em Nova York com a cantora Maria Callas. Jantares com o bailarino Rodolf Nureyev e o cineasta Roberto Rosselini. Noites memoráveis ao lado da diva Liza Minelli. Últimos versos de “My way” lidos num avião antes mesmo de Frank Sinatra, que gravou e imortalizou a canção de Paul Anka. Selfie (quando nem existia) com o amigo Andy Warhol. Romance com símbolos sexuais, como Monique Evans, Rose Di Primo e Marisa Berenson (fora as centenas que ele não revela). Pedrinho Aguinaga, 70 anos muitíssimos bem vividos, coleciona todas essas histórias e milhares de outras que aconteceram numa época em que não havia internet, celulares e redes sociais. O que, de certa forma, é uma lástima, já que os registros estão apenas em sua memória. “Dizem que para comprovar uma história é preciso de ao menos uma testemunha. Tive dezenas delas. A piscina do Copa era a internet da época”, brinca ele, que há 50 anos foi eleito o homem mais bonito do Brasil, o que lhe abriu as portas para uma trajetória espetacular.

Tudo isso e muito mais, ele diz, estará em sua autobiografia. “Estou fazendo várias gravações. Repassando o passado. Porque escrevendo não imprimo o mesmo tom que tenho para contar histórias”, justifica. Na realidade, nem é o tom. Mas o dom. Pedrinho Aguinaga tem de sobra. Espécie de Forrest Gump de Copacabana, ele narra suas peripécias de uma forma que transporta seu ouvinte à década mais efervescente do Rio. Os anos 70 foram dele.

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos Foto: Aderi Costa/ divulgaçãoSe transportado para os tempos atuais, Aguinaga seria um digital influencer. Porque ele já fazia isso mesmo vivendo de forma analógica. Aos 20 anos, era uma celebridade. Transitava nos meios artísticos, empresariais e políticos com desenvoltura e elegância. Sabia de tudo. Nada contava. “Nunca fui interesseiro. E jamais cometia a indiscrição de repassar informações. Então, essas pessoas, muitas delas idolatradas no mundo, confiavam em mim”, acredita.

Por exemplo, quando conheceu Maria Callas, a grande diva grega da ópera, ela enfrentava uma dolorosa separação de Aristóteles Onassis, o milionário que ousou largá-la por Jacqueline Kennedy. “Fomos para a Bahia. Fui convidado do Franco Rosselini, muito meu amigo, sobrinho do Roberto. E a ouvia falando sobre o divórcio. Ficamos presos no quarto de hotel, todos nós, em Salvador, porque a imprensa do mundo inteiro estava na porta”, recorda.

Pedrinho Aguinaga quando foi eleito o homem mais bonito do Brasil

Pedrinho Aguinaga quando foi eleito o homem mais bonito do Brasil Foto: Eurico DantasO crush do país

Quando se inscreveu no concurso de Flavio Cavalcanti, em 1970, Pedrinho Aguinaga só queria vencer para poder consertar o carro de uma tia. “Pedi emprestado para levar uma moça a uma festa e acabei batendo. Precisava descolar grana e vi no concurso uma oportunidade”, diz.

Moreno, 1,80m, abdômen sequinho e um sorriso avassalador. O Apolo de Copa levou o título e o coração de uma geração que o teve como crush. A beleza abriu portas. Mas antes do título, já existia um Pedro esbanjador de carisma. “Antes de tudo, sou um Aguinaga. Venho de uma família de médicos brilhantes, tive uma ótima formação, falo quatro idiomas, cursava Direito na PUC e sabia aproveitar as oportunidades”, enumera.

Pedrinho Aguinaga: propaganda de cigarro o levou para hospital

Pedrinho Aguinaga: propaganda de cigarro o levou para hospital Foto: reproduçãoObrigado por fumar

Foi assim que conseguiu ser um dos garotos-propaganda mais lembrados com sua atuação à frente do cigarro Chanceler, e fixou na cabeça dos consumidores a frase “O fino que satisfaz”. “Eu não tinha passado no teste porque a empresa não gostou. Mas o diretor, que me indicou, insistiu para refazer. Quando cheguei, tinha um estúdio montado, refiz e deu certo”, conta: “No dia do comercial, tive que fumar uns 400 cigarros até a tomada ficar boa. Fui parar no hospital”.

Pedrinho fumou durante 57 anos. Há cinco, largou o vício a pedido de um amigo, hospitalizado por um enfisema pulmonar. “Meu pulmão é como o de uma criança”, orgulha-se. A bebida também ficou no passado. Assim como as drogas pesadas. “Eu curtia cocaína para transar. Usava de forma esporádica e recreativa. As amigas traziam e quando iam embora, mandava levar com elas. Mas quando passei a pedir para que deixassem, decidi dar um fim naquilo. Hoje, de vez em quando, fumo um baseadinho”, revela

 

Pedrinho Aguinaga e Liza Minelli: affair
Pedrinho Aguinaga e Liza Minelli: affair Foto: arquivo

 

Fetiche de Neville

A carreira de modelo e ator começou por acaso. Aguinaga estrelou dois filmes com Os Trapahões, chegou à pornochanchada, mas foi com Neville D’Almeida que virou galã de cinema. O diretor e Pedrinho se conheceram numa festa e viraram melhores amigos numa noite. Ele se tornou para o cineasta uma espécie de ator fetiche desde que estrelou “Rio Babilônia”, um clássico nacional, com uma das cenas mais ousadas de sexo já filmadas no país: um ménage entre ele, Denise Dumont e Joel Barcelos. “Aquilo tudo foi uma loucura. As gravações da festa duraram dez dias. Eram 150 pessoas de black tie e outras 150 peladas”, relembra: “Nessa da piscina, a Denise e o Joel estavam juntos, apaixonados. Enquanto ela simulava sexo oral em mim, ele estava literalmente transando com ela”.

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos

Pedro Aguinaga: o homem mais bonito do Brasil há 50 anos Foto: Aderi Costa/ divulgaçãoUma vida franciscana

Apesar de ter tido uma vida riquíssima, Aguinaga não esbanja dinheiro. “Se não fosse pelo meu filho, estaria roubado!”, admite. É Armando, fruto de um relacionamento de altos e baixos com Monique Evans, que deu jeito nas finanças do pai: “Tenho uma vida bem franciscana. Sem excessos ou luxos. Vivo do aluguel de imóveis da família, moro no mesmo apartamento em Copacabana, arroz e feijão e um ovinho me deixam feliz ”.

Solteiro há oito anos, ele não consegue se ver casado. “Eu nunca casei! Tive muitas e muitas namoradas, mulheres interessantíssimas, mas não aconteceu. Mas hoje só me relacionaria se fosse cada um na sua casa. Aos 70 anos, ninguém quer mudar seus hábitos”, observa ele, que, no entanto, não se tornou um monge: “Ah, isso não! Tenho amigas, amigas com benefícios. É divertido”.

Pedrinho Aguinaga e a neta Valentina

Pedrinho Aguinaga e a neta Valentina Foto: reprodução/ instagramValentina, o verdadeiro amor

Não foi apenas o pedido do amigo hospitalizado que fez Pedrinho lagar o cigarro, quase um parceiro coadjuvante de sua vivência. A neta Valentina, de 12 anos, teve muito a ver com a decisão. “Quando ela nasceu, me deu um clique. Queria ser avô, brincar com ela e não ser um homem doente”, explica.

São dela os momentos mais ternos. Com Valentina, Aguinaga esquece o tempo. E agora terá uma dura fase pela frente. Armando vai se mudar para a Espanha. “Já avisei que compro um colchonete para ficar com ela, pois não vou aguentar a saudade. Mas ele alugou um apartamento com um quarto de hóspedes”, respira, quase aliviado.

Pedrinho Aguinaga com o filho Armando e a neta Valentina

Pedrinho Aguinaga com o filho Armando e a neta Valentina Foto: reprodução/ instagramQuando a alma não é pequena

A rotina de Aguinaga é hoje muito diferente da que ele teve nos anos de ouro em que não parava em casa. Ou no país. Dos meses que morou na Califórnia, ele trouxe a meditação. O corpo sempre foi trabalhado pelas braçadas na piscina ou no mar, as andanças continuam e há alguns anos ele incorporou o pilates ao dia a dia.

“Eu me cuido. Sempre fui assim, mesmo numa época de mais excessos. Não virei natureba, mas deixei o pão francês e troquei por cereal e mel, que gosto no café da manhã. Mas confesso que não gosto de comer. Me obrigo”, confessa.

“Não deixo o velho me pegar”

“Não deixo o velho me pegar” Foto: Aderi Costa/ divulgaçãoAo se olhar no espelho, ele diz, o homem mais bonito do Brasil está no seu passado, mas guarda dele a intensidade e uma vontade de viver eternamente rodeado de amigos. “Melhor do que ser a Rainha da Inglaterra, é pode ser amigo dela e usufruir. Tenho amigos que se preocupam o tempo todo com investimentos, bolsa, empresas. Eu não. Eu viajo com eles!”, ensina Aguinaga, que compartilha o segredo que o fez envelhecer tão bem: “Não deixo o velho me pegar”.

Pedrinho Aguinaga e o amigo Andy Warhol: selfie quando não existia internet

Pedrinho Aguinaga e o amigo Andy Warhol: selfie quando não existia internet Foto: arquivo pessoal

Pedrinho Aguinaga e Monique Evans são pais de Armando: altos e baixos

Pedrinho Aguinaga e Monique Evans são pais de Armando: altos e baixos Foto: arquivo

Pedrinho Aguinaga e Rose di Primo: romance
Pedrinho Aguinaga e Rose di Primo: romance Foto: arquivo
Pedro Aguinaga com Neville D’Almeida
Pedro Aguinaga com Neville D’Almeida Foto: reprodução/ instagram

Com Agências