Parques estaduais de montanha voltam a fechar no Paraná


Visitação fica proibida a partir desta sexta-feira (18). Parques de montanha voltaram a ser fechados no Paraná
Aen/Divulgação
Parques estaduais de montanha voltam a fechar no Paranpa, a partir desta sexta-feira (18), para visitação. Todos ficam na Região Metropolitana de Curitiba.
São eles:
Pico Paraná
Pico do Marumbi
Serra da Baitaca
Ibicatu
De acordo com o governo estadual, a crise hídrica e incêndios foram o principal motivo para o fechamento. Além disso, segundo o Instituto Água e Terra (IAT), as regras de segurança não estavam sendo cumpridas dentro das unidades de conservação.
Desrespeito
O número de pessoas dentro dos parques havia sido limitado e era obrigatório o uso de máscaras nos locais – por causa da pandemia do novo coronavírus.
Filas foram registradas na entrada da trilha do Morro Anhangava, em Quatro Barras, no feriado prolongado de 7 de setembro
Reprodução/RPC
Acampamentos estavam proibidos pelo IAT nos parques e morros do estado, mas mesmo assim barracas montadas nas unidades de conservação foram flagradas no feriado prolongado de 7 de setembro.
Na ocasião, fogueiras também foram encontradas nas trilhas, apesar da estiagem e do risco de incêndio.
Barracas foram vistas nas trilhas do estado
Reprodução/RPC
Em 10 de setembro, um incêndio destruiu parte da vegetação do Morro Pão de Loth, em Quatro Barras, que também fica na Região Metropolitana da capital paranaense.
Esses parques de montanha, entre outros, tinham sido reabertos em 15 de agosto.
Incêndio destrói parte de vegetação do Morro Pão de Loth, em Quatro Barras
Reprodução/RPC
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Pessoas estavam entrando nos Parques por acessos privados. “Presenciamos acampamentos e fogueiras nesses lugares. Esta prática está proibida”, afirmou o coronel Adilson dos Santos, do Batalhão da Polícia Ambiental – Força Verde. “Este tipo de atividade aumenta os riscos de incêndios nas UCs”.
Mesmo após apagadas, as fogueiras acendidas clandestinamente mantêm o calor no local, tornando a área um potencial foco de incêndio. Com o tempo seco e os ventos, estes fogos se proliferam rapidamente, que dificultam o controle da queimada e prejudicam uma grande área de preservação ambiental.
A superlotação nos finais de semana, aglomeração nas filas, uso incorreto das máscaras e o descarte de lixo nas unidades também foram motivos para a decisão.
“Mesmo com a operação Serra do Mar, as pessoas insistiam em descumprir as regras”, afirmou o coronel Adilson dos Santos.
PENALIDADES – Visitantes que forem flagrados no interior desses Parques Estaduais estarão sujeitos a advertências e multa no valor mínimo de R$1.500, de acordo com o Decreto Federal nº 6.514/2008, Artigo 92.
Os proprietários de terrenos próximos às unidades que facilitarem ou induzirem o acesso de pessoas não autorizadas também receberão penalidades por crime ambiental.
FISCALIZAÇÃO – Para garantir o cumprimento da Portaria, oficiais do Batalhão de Polícia Ambiental e voluntários da Fepam fiscalizarão as áreas de proteção.
A medida é por tempo indeterminado. Será observado o comportamento das pessoas nesse período, assim como a situação da pandemia e estiagem.
O diretor-presidente do IAT, Everton Souza, afirma que é necessária maior conscientização por parte dos visitantes. “Muita gente que não está acostumada com as visitações em áreas de preservação natural tem frequentado os parques como forma de lazer durante a pandemia, mas é importante reforçar as medidas de segurança e de preservação ambiental para o bom funcionamento dos parques”.
OUTROS PARQUES – Os demais Parques Estaduais reabertos no dia 15 de agosto, pela portaria nº 223/2020, continuam em funcionamento. No entanto, os municípios que optarem por manter as UCs fechadas possuem autonomia garantida pelo Supremo Tribunal Federal para continuar com a suspensão.

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