Para Planalto e Economia, ‘cartão vermelho’ tem endereço certo: Waldery Rodrigues

Integrantes do Palácio do Planalto e do próprio Ministério da Economia reconhecem que o “cartão vermelho” do presidente Jair Bolsonaro tem endereço certo: o secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.
Auxiliares do governo ouvidos pelo blog consideram a permanência do secretário insustentável. A percepção é que faltou habilidade ao secretário ao divulgar estudos internos que ainda não tinham aval político.
Nas palavras de um influente auxiliar, “fazia tempo” que situação de Waldery “já não estava boa”. O episódio, portanto, teria apenas explicitado essa situação. No Planalto, a avaliação é que a saída do secretário do governo é a melhor forma de blindar o próprio o ministro da Economia, Paulo Guedes, do desgaste.
Pela manhã, Guedes foi ao encontro do presidente Jair Bolsonaro. Depois, chamou de “barulheira” as divergências no governo sobre meios de financiar o programa social Renda Brasil. O ministro também afirmou que não foi endereçado a ele o “cartão vermelho” citado pelo presidente.
Presidente Bolsonaro desiste de criar o Renda Brasil para substituir o Bolsa Família
Bolsonaro proíbe assunto
Mais cedo, Bolsonaro disse que o assunto do programa Renda Brasil “está proibido” dentro do governo. O programa chegou a ser discutido como um substituto do Bolsa Família.
No entanto, propostas de equipe econômica sobre cortes de gastos em outras áreas para financiar o Renda Brasil não agradaram ao presidente. Bolsonaro disse que o Bolsa Família vai continuar.
O presidente também criticou tentativas de se buscar receitas para o Renda Brasil a partir do congelamento de aposentadorias e pensões.
Em entrevista ao G1, no domingo (13), o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que essas medidas eram avaliadas pela equipe econômica. Outra alternativa seria restringir o pagamento do seguro-desemprego.
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