Pandemia também mudou o tipo de produto e a forma como as pessoas compram

O isolamento social provocado pela pandemia da covid-19 não mudou apenas o tipo de produto comprado pelos consumidores. As pessoas também mudaram a forma de comprar. Em pouco mais de cem dias, 16,5 milhões de pessoas começaram a usar serviços de entrega em casa (delivery) e 46 milhões, que já usavam esses serviços , aumentaram a frequência, aponta o levantamento feito pelo Instituto Locomotiva.Outra novidade que surgiu com força nos últimos meses foi o consumo por meio de mensagens de WhatsApp: 18% dos internautas começaram a comprar usando essa ferramenta. E os pequenos comércios e os mercadinhos de bairros ganharam a preferência, pela proximidade da casa dos clientes – o que facilita a entrega

Daqui para a frente, 63% dos consumidores revelaram que farão mais pesquisas de preços e 42% disseram que darão mais importância às marcas que vão consumir, de acordo com o levantamento do Locomotiva.

“Isso é uma clara demonstração de que as pessoas estão mais próximas de um consumo consciente e vão cobrar as marcas pelo posicionamento que tiveram durante a pandemia”, diz Renato Meirelles, presidente do instituto e responsável pela pesquisa.

Afinal, 93% dos entrevistados acreditam que, mesmo após o fim do isolamento social, a vida não voltará a ser como era antes.

Cardiologista e empresário diz que economiza ficando em casa

O cardiologista e empresário Fabiano Barcellos, de 40 anos, afirma que sua despesa no cartão de crédito caiu quase pela metade depois da pandemia. “Estou fazendo uma economia absurda ficando em casa.”

Ele admite que sua renda não diminuiu tanto, entre 10% e 15%. No entanto, a nova rotina impôs hábitos mais econômicos.

Antes da covid-19, sua família saía para comer fora toda semana. Agora, pede pizza a cada 15 dias e sua mulher, que gosta de cozinhar, assumiu o preparo das refeições.

Outros hobbies, como cinema, ficaram para trás.

Ele reduziu os canais de TV por assinatura, as idas da faxineira, mudou o plano de saúde da mãe para um mais em conta e adiou a troca do carro. “Cancelei por causa da incerteza.”

“Estou mais consciente nas compras’, afirma advogado

Como milhares de brasileiros, o advogado Riccardo Marcori Varalli, de 42 anos, transferiu o escritório para casa e descobriu que pode fazer muita coisa por conta própria. Ele passou a cozinhar, reduzindo gastos com restaurante. “Não é necessário comer fora três vezes por semana, sendo que posso fazer em casa.”

Em home office, também passou a gastar menos com roupas. Ele costumava usar traje social para ir ao escritório. Agora, faz tempo que não compra itens de vestuário. “Na pandemia comecei a ficar mais consciente do tanto de coisas supérfluas que comprava ”

Varalli pretende continuar economizando. Ida a restaurantes, shoppings e grandes viagens estão suspensos.

Com a renda 20% menor, ele pretende gastar com itens essenciais, como alimentos.

“Diminuímos o número de banhos por dia’, diz funcionária afastada de creche

A família de Magda Maria Barbosa de Alencar, de 53 anos, é grande. Ela, o marido, a filha, o irmão e uma sobrinha moram juntos. Com a pandemia, ela foi afastada da creche em que trabalhava, mas conseguiu manter o salário. O marido, que é garçom, ficou sem trabalho. A filha e a sobrinha continuaram trabalhando a distância e o irmão, que bancava a maior parte das despesas, fechou a empresa. Resultado: a renda familiar despencou.

Magda tirou coisas supérfluas da lista de compras e cortou em 80% o consumo de carne.

Para economizar na conta de água, eles foram além: “Tomávamos vários banhos por dia, tivemos de diminuir.”

Antes da pandemia, a família saía para comer fora. “Agora, jamais.”

As viagens para visitar os parentes em Fortaleza (CE) estão fora de cogitação.

Com Agências

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