Operação investiga suspeita de superfaturamento de R$ 26 milhões em licitação no Detran Goiás


Polícia Civil cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em endereços de empresas e pessoas que estariam ligadas ao esquema criminoso. Operação Stop Spooler Detran Goiás Polícia Civil licitação
Reprodução/Polícia Civil
Por meio da Operação Stop Spooler, a Polícia Civil investiga suspeita de superfaturamento de R$ 26 milhões em uma licitação do Detran-GO que selecionou uma empresa para realização de impressão de documentos dos tipos CRV e CRLV. Nesta terça-feira (15), a corporação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Indiara e no Distrito Federal com objetivo de coletar evidências dessas irregularidades.
Segundo informações da Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Deccor), uma empresa ganhou a licitação e assinou contrato em 2014 com o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) no valor de R$ 12 milhões ao ano. Esse contrato era referente a impressão dos documentos de Certificado de Registro do Veículo (CRV) e o Certificado de Registro de Licenciamento (CRLV).
Um documento da Controladoria-Geral do Estado (CGE) obtido pela TV Anhanguera apontou que esse contrato vigorou até maio de 2019, ou seja, cerca de cinco anos.
Por meio de nota, o Detran informou que “apoia totalmente e colabora com a Polícia Civil” nas investigações. O Departamento esclareceu que é apurado contrato antigo da impressão dos documentos e que, desde que nova empresa foi contratada para o serviço, os custos caíram de R$ 3,57 para R$ 0,60 por impressão.
Conforme apuraram as investigações da Polícia Civil, apesar de uma empresa ter sido a vencedora da licitação, uma segunda é que prestava o serviço, já que a primeira nem seria, a princípio, do ramo de impressões.
Também de acordo com as apurações, em 2015, houve uma cisão entre as duas companhias e a prestação de serviço continuou.
Ainda de acordo com o documento da CGE, os valores cobrados por impressão de CRV e CRLV em Goiás variavam entre R$ 2,95 e R$ 3,56, o que seria mais alto do que a média de mercado, apontada pela Controladoria.
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