O tenista Bruno Soares

O tenista brasileiro Bruno Soares conquistou na quinta-feira (10), ao lado do amigo croata Mate Pavic, o título de duplas do US Open. Eles derrotaram a parceria formada pelo também croata Nikola Mektic e o holandês Wesley Koolhof, por 2 sets a 0 (7/5 e 6/3).

Aos 38 anos, esse é o terceiro prêmio em dupla e sexto na carreira do tenista. Em entrevista à CNN, na manhã desta segunda-feira (14), falou sobre a vitória no torneio e também comentou sobre a seu processo de recuperação após se infecctar com a Covid-19 dias antes de embarcar para o torneio.

“Aos 38 anos conseguir alcançar resultados expressivos como esse [a vitória] é extremamente feliz. Acredito que foi um Grand Slam um pouco diferente do que a gente está acostumado, mas é o sexto título da minha carreira e o terceiro de dupla masculina. Não tive muito tempo para comemorar, pois já estou em Roma para outro desafio, mas com certeza estou muito feliz com tudo que aconteceu comigo”, iniciou.

“Todo torneio que a gente vai jogar, eu espero o melhor. Depois dessa incerteza muito grande, é difícil criar qualquer expectativa. Mas depois da nossa primeira rodada do US Open, já vimos que estávamos jogando bem”, disse.

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Bruno Soares

O tenista Bruno Soares

Foto: Reprodução/CNN

“A minha preparação para o torneio tinha sido muito boa, até o dia que eu descobri que estava com Covid-19 e foi exatamente 15 dias antes de viajar para os Estados Unidos.”, relembrou Soares. O tenista disse ainda que cumpriu esse período em repouso absoluto e que não teve sintomas da doença.

“Felizmente eu não tive nenhum sintoma. Mas realmente, isso me custou no início, mas felizmente, para o US Open, tivemos um período bom para treinar bem, especialmente a parte física, que tinha ficado bem abalada”, completou o atleta.

Questionado sobre a possibilidade de se aposentar, mesmo com alta performance e bons resultados, o tenista garantiu que, pelo menos por enquanto, não pensa em abandonar as raquetes.

“As pessoas me perguntam quanto tempo que ainda quero jogar, mas eu respondo que, na idade que estou, tenho que ir aos poucos, não dá para fazer um planejamento de longo prazo. Mas o mais legal é saber que ainda tenho um gás, uma paixão muito grande pelo que eu faço. Obviamente, ganhar títulos como esse me motivam a seguir na luta. Tenho um grande desafio ano que vem, que são as Olimpíadas, mas eu posso garantir que eu não me aposento”, garantiu.

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