O que está por trás da foto viral de Mark Zuckerberg ‘fantasma’

Durante o final de semana, o jornal New York Post publicou uma foto que um de seus fotógrafos registrou do chefe executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, surfando no Havaí com uma prancha elétrica, que usa um motor para deslizar sobre a superfície do oceano. Mas o que mais chama atenção na imagem, e fez ela viralizar no Twitter, não é o equipamento tecnológico usado pelo empreendedor, mas a camada de protetor solar no rosto dele.

O chefe executivo do Facebook, Mark Zuckerberg. (Foto: REUTERS/Leah Millis)

Na foto, Zuckerberg aparece sobre a prancha, encurvado, com o controle do equipamento em sua mão. Mas a face dele está completamente branca, como quando passamos protetor solar em excesso. Rapidamente, usuários no Twitter caíram na brincadeira, e publicaram diversos memes, comparando o executivo ao Coringa do Batman, e ao cientista louco da ficção Dr. Moreau.

Mas ao investigar um pouco mais a fundo a história, as explicações para o “rosto fantasma” começam a aparecer, e elas são bem sérias.

Uma especialista em beleza ouvida pela revista Vice aponta que o produto usado por Zuckerberg é provavelmente um protetor solar de óxido de zinco ou de dióxido de titânio, diferente dos protetores químicos absorvidos pela pele, mais comuns no mercado. Essa outra categoria de protetores cria uma camada sobre a pele, e é mais eficiente ao refletir os raios solares, apesar de ter esse sinistro efeito colateral, principalmente se espalhado em excesso, de deixar o usuário com um aspecto “fantasmagórico”.

Além de sua eficácia, há dois outros pontos levantados pela imprensa americana que podem ter incentivado o uso do protetor de óxido de zinco por Zuckerberg:

Nos Estados Unidos, o FDA (órgão que regula a venda de substâncias, alimentos e remédios no país) atualmente investiga ingredientes contidos em protetores tradicionais potencialmente danosos ao sistema endócrino humano, e até cancerígenos.

Além desse primeiro ponto, há uma questão ecológica (e político-social) envolvida. O Havaí baniu o uso de protetores solares tradicionais, a partir de 2021, por conta dos impactos destrutivos dessas substâncias sobre as colônias de coral do arquipélago norte-americano. Assim, Zuckerberg poderia estar se adiantando à norma, como um “bom residente” havaiano.

Zuckerberg possui um enorme terreno em uma das ilhas locais, e é atualmente acusado pela comunidade indígena havaiana de ser um péssimo vizinho – há, inclusive, um abaixo-assinado contra ele. No passado, Zuckerberg chegou a processar moradores locais na tentativa de comprar terrenos em volta da sua propriedade e, garantir assim, a “privacidade” de sua família. Ele acabou desistindo do processo, e segundo porta-voz, atualmente ele e sua esposa dedicam o próprio dinheiro para estimular iniciativas educacionais locais, e a julgar pela foto tirada pelo New York Post no final de semana, garantir a sobrevivência de suas barreiras de coral.

Com Agências

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