O que a Itália pós-lockdown nos ensina sobre o ‘novo normal’

Quando a Itália fechou o país inteiro em março, por causa da pandemia do coronavírus, 60 milhões de pessoas ficaram essencialmente confinadas dentro de suas casas. Lojas e restaurantes fecharam, e a entrada de estrangeiros foi proibida. Do dia para a noite, as grandes cidades do país viraram cidades fantasma.

Não foram só os lugares mais conhecidos dos turistas, como a Fontana de Trevi, em Roma, e a ponte Rialto, em Veneza. Bairros frequentados pela população local ficaram no mais absoluto silêncio.

Agora, dois meses desde o início do relaxamento das restrições, a vida vai aos poucos voltando ao normal. Em Veneza, a Piazza San Marco não está mais vazia. Praias de todo o país estão abrindo para a temporada de férias de verão. O campeonato italiano está de volta – mas as arquibancadas estão vazias.

É uma mudança e tanto para um país que, depois de subestimar a gravidade do surto do coronavírus, tornou-se tornou o epicentro da pandemia na Europa e serviu de alerta para o resto do mundo sobre as consequências da inação.

O custo foi enorme. Desde março, a Itália registrou quase 250.000 casos de coronavírus, e 35.000 mortes. Mas as infecções e mortes caíram de forma significativa nas últimas semanas. Na última semana de junho, a Agência de Proteção Civil da Itália registrou apenas 296 novos casos, a maioria delas na região mais afetada da Lombardia, além de 34 mortes. Os números são um contraste marcante com os Estados Unidos, onde o número de casos vem aumentando dramaticamente em mais de 20 estados.

Depois de conseguir achatar a curva, os italianos estão gradualmente levantando as restrições. As fronteiras foram reabertas para visitantes de outros países da União Europeia no início de junho.

Garçons trabalham de máscara em restaurante na Piazza San Marco, em Veneza, 13 de junho.Garçons trabalham de máscara em restaurante na Piazza San Marco, em Veneza, 13 de junho.
Garçons trabalham de máscara em restaurante na Piazza San Marco, em Veneza, 13 de junho.

Para um país cuja economia depende fortemente do turismo ― o setor responde por 13% do PIB da Itália, e o país recebeu 60 milhões de visitantes no ano passado ―, os primeiros sinais são positivos. Em Veneza, quando o…

Com Agências

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