‘O avanço foi muito forte’, diz cearense que vive em Israel; país tem segundo lockdown por causa da Covid-19


Serão três semanas de isolamento social rígido a partir desta sexta-feira, com impactos na economia e em celebrações religiosas. Cearense vive em Israel há dois anos
Arquivo pessoal
O operador de máquinas cearense Eliyahoo Agassi, de 29 anos, vai vivenciar novamente o isolamento social rígido e o fechamento de parte do comércio de Israel, onde vive há dois anos. A medida é devido ao aumento da propagação do novo coronavírus.
Israel é o primeiro país a reaplicar a medida. Serão três semanas de lockdown a partir desta sexta-feira (18), com impactos na economia e em celebrações religiosas.
São 1.141 mortes e 162.273 casos de Covid-19 no país do Oriente Médio, de acordo com o monitoramento feito pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. No Brasil, 132.125 mortes pela doença e 4.349.723 pacientes infectados foram registrados pelo consórcio de veículos de imprensa, com dados das secretarias estaduais da saúde, até a manhã desta terça-feira (15). No Ceará, são 229.072 casos e 8.739 vidas perdidas, de acordo com o IntegraSUS.
Notícia estressante
“A notícia de que voltaríamos ao lockdown foi simplesmente estressante porque já estávamos retornando à normalidade, embora com muitas limitações no dia a dia”, comenta Eliyahoo. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no último domingo (13), como forma de conter a doença. Escolas voltarão a fechar e empresas terão efetivo de funcionários limitado.
Eliyahoo observa que uma única pessoa pode contaminar muitas outras em encontros entre israelenses, pois geralmente as famílias são numerosas. “O avanço na cidade onde moro foi repentino e muito forte porque existe o costume aqui nas famílias de estar realmente próximos uns aos outros. Beijos, abraços e apertos de mãos são muito frequentes até mesmo entre os homens”, relata. As normas em ambientes externos, como pondera, são frequentemente seguidas.
Sob restrições de encontros presenciais, Eliyahoo oficializou sua relação com a esposa israelita
Arquivo pessoal
Durante a pandemia, sob restrições de encontros presenciais, Eliyahoo oficializou sua relação com a agora esposa israelita. “Me casei semana passada e minha família não pode vir, nem mesmo minha mãe. Da parte da família da noiva, teríamos, se estivéssemos na normalidade, 450 convidados”, ressalta.
Outros eventos importantes para o cearense judeu também mudam de planejamento. O Ano Novo Judaico, o Rosh Hashanah, entre os dias 18 e 20 de setembro, e o Dia do Perdão, o Yom Kippur, entre os dias 27 e 28, acontecerão durante o lockdown. “Tínhamos planejado ir à Jerusalém nos feriados porque moramos no norte, e agora, pelo que eu saiba, elas (celebrações) serão feitas com um limite de 10 pessoas por sinagoga”, explica.
Caso haja desrespeito das normas, incluindo o uso das máscaras, pode ser recebida multa com valores de R$ 850 a R$ 8.500, como converte o fortalezense. “Minha rotina não é tão impactada porque onde trabalho não parará durante a pausa de três semanas, mas o quesito de rotina em casa é bem complicado. Não podemos nos distanciar de casa por mais de 500 metros”, destaca.
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Foto: Infografia/G1
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