Nº de internações por Covid-19 cai 36,1% em 40 dias em Piracicaba; casos entre jovens geram alerta


Segundo o último dado de internações, a ocupação de leitos público e privados é de 47%. Centro de Triagem de Piracicaba, porta de entrada para o atendimento aos pacientes com a Covid-19 na cidade
Divulgação/ Prefeitura de Piracicaba
Piracicaba registrou queda de 36,1% na quantidade de pacientes internados com Covid-19, na comparação do dia 1º de agosto com o último dia 10 de setembro, informou a prefeitura nesta terça-feira (15).
Segundo o último dado de internações, a ocupação de leitos público e privados na cidade, atualmente, é de 47%.
A contabilização leva em conta leitos de terapia intensiva e enfermaria, do setor público e privado – Hospital Regional, Santa Casa, Hospital dos Fornecedores de Cana e Unimed.
No dia 1º de agosto estavam internadas nessas unidades 169 pessoas. No dia 10 de setembro, eram 108.
A Secretaria de Saúde também informou que a queda foi de 38% na ocupação de UTIs e de 33,8%, o que, na avaliação da pasta, demonstra redução tanto nos casos de observação médica, com quadros clínicos considerados mais leves, como nos casos mais graves, que exigem respiração mecânica.
Para o secretário de Saúde, Pedro Mello, a redução significativa no número de casos está relacionada ao conhecimento desenvolvido pela ciência médica sobre o comportamento do novo coronavírus ao longo da pandemia.
Segundo ele, isso que permite um diagnóstico mais acurado dos pacientes, com intervenções preventivas e medicamentosas mais adequadas para cada caso.
“Muitos pacientes alcançam melhora sem a necessidade de internação, e quando a pessoa precisa ser internada, o tempo de permanência no hospital também reduz, o que representa um sucesso na cura e um ganho em leitos hospitalares disponíveis na rede”, avaliou Mello, em nota oficial.
Faixa etária
Dados da Vigilância Epidemiológica (VE) demonstram que 47% do número de casos registrados em Piracicaba envolvem pessoas entre 21 e 40 anos (2.501). O público entre 41 e 60 anos representa 31% dos contaminados (1.626).
Essa constatação está relacionada ao aumento expressivo de testes para diagnóstico realizados, na avaliação da secretaria.
Por outro lado, os idosos com mais 81 anos, que foram mais afetados no começo da pandemia, correspondem a 2% dos casos (116).
Pedro Mello aponta que a incidência entre os jovens tende a ampliar também os casos assintomáticos, o que dificulta dimensionar o número de infectados no município.
E também ressalta o risco desse público levar o vírus às pessoas com comorbidades e idosos, mais vulneráveis à doença.
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