‘Nesse Brasil é proibido ser conservador raiz, é proibido ser cristão", diz blogueiro do Paraná após ter redes sociais tiradas do ar por decisão de Alexandre de Moraes


Bernardo Küster e outros alvos de investigações por suposta disseminação de fake news tiveram as contas de redes sociais excluídas nesta sexta-feira (24) após a determinação do ministro. Bernardo Küster, blogueiro do Paraná, teve conta de rede social retirada do ar por decisão do ministro Alexandre de Moraes

O blogueiro Bernardo Küster, um dos aliados ao presidente Jair Bolsonaro e também um dos alvos de investigações por suposta disseminação de fake news, disse, em seu canal no Youtube, nesta sexta-feira (24), que “nesse Brasil é proibido ser conservador raiz, é proibido ser cristão”. Ele também disse que se sentiu “totalmente censurado”.
“Você pode ser tudo, pode ser o liberal prudente, muito agradável e bonito, mas você não pode ser conservador e cristão raiz”, declarou o blogueiro.
A declaração de Küster foi dada logo após a retirada das contas do Facebook e Twitter dele do ar. Nesta sexta, Bernardo e outros alvos de investigações do inquérito das fake news tiveram as contas de redes sociais excluídas por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
“Eu estou no inquérito ilegal das fake news, não me chamaram para prestar depoimentos, não devolveram os meus itens pessoais, e agora o Brasil tornou-se a China. Em que as vozes que dissidentes, as vozes que discordam dos poderosos são caladas”, acrescentou Bernardo no vídeo publicado nesta sexta.
Entre os perfis retirados do ar, em redes como o Twitter e o Facebook, estão os de:
Roberto Jefferson, presidente do PTB
Luciano Hang, empresário
Edgard Corona, empresário
Otávio Fakhoury, empresário
Bernardo Küster
Allan dos Santos, blogueiro
Edson Salomão, assessor do deputado estadual de São Paulo Douglas Garcia
Winston Rodrigues Lima
Reynaldo Bianchi Júnior
Sara Giromini
Enzo Leonardo Momenti
Em maio, o grupo foi alvo de busca e apreensão, também autorizadas pelo ministro Moraes, no desdobramento do inquérito, que apura ataques a ministros da Corte e disseminação de notícias falsas.
À época, Moraes já tinha determinado o bloqueio de contas em redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram, de 16 investigados. Segundo Bernardo, desta vez, as contas do Facebook e Twiter dele foram retiradas do ar.
Em nota divulgada nesta sexta, o Twitter disse que “agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.
O Facebook, também por meio de nota, afirmou que “respeita o Judiciário e cumpre ordens legais válidas”.

Com Agências