Museu de Arte de Rua prepara 20 murais em SP em homenagem aos profissionais da saúde pelo trabalho na pandemia do coronavírus


Obras estão espalhadas pela capital paulista para a edição 2020 do projeto da Prefeitura de São Paulo. Profissionais da saúde recebem homenagem no Hospital das Clínicas
O Museu de Arte de Rua (MAR) da Prefeitura de São Paulo deve finalizar na próxima semana os 20 murais que homenageiam os profissionais da saúde pelo trabalho prestado durante a pandemia do coronavírus.
A gratidão já pode ser vista em um paredão enorme, de 440 metros quadrados, por todos que passam pelo complexo do Hospital das Clínicas. O artista plástico Alexandre Orion está há três meses trabalhando no mural “Saudação”, na lateral do Instituto do Coração.
“Existe todo um mecanismo complexo para fazer um hospital desse porte funcionar. Por isso pensei que seria interessante desenhar três rostos, mas misturando diversas fisionomias neles”, explicou o artista, que vestiu os profissionais com sorrisos sob máscaras transparentes. “Quando você sorri para alguém é porque você quer essa pessoa bem, né? E hoje em dia você demonstra isso, esse cuidado, esse respeito, com o uso da máscara”, continuou Orion.
No Hospital das Clínicas também já está quase pronta a obra dos artistas Waldir Grisolia e Roberto Alves, que retrata uma profissional de saúde no centro de um mundo multicolorido feito de estudo e pesquisa.
Não muito longe dali, na Avenida Rebouças, caminho de muitos profissionais da saúde, outro mural também faz uma homenagem àqueles que estão na linha de frente do combate. A artista Priscila Barbosa desenhou uma profissional da saúde que carrega as flores de agradecimento.
Mural em homenagem aos profissionais da saúde feito na lateral do Incor para a edição 2020 do Museu de Arte de Rua da Prefeitura de São Paulo
TV Globo/Reprodução
Esses trabalhos contam histórias como a do técnico de enfermagem Evaristo Rosa, que trabalha no Hospital das Clínicas há 34 anos.
“Só temos que agradecer a esse carinho todo e aplausos, mas temos também que manter o equilíbrio emocional porque a emoção é forte. Você vê um pai de família, você vê uma criança dentro de um quarto sozinha, e isso mexe”, disse Rosa. “Nós não somos heróis. A gente está junto nessa batalha. Hoje é ele, amanhã pode ser eu. A gente é apenas um instrumento para trabalhar em prol do outro. Dando certo, é um grande presente”, continuou.
O cardiologista Fábio Fernandes, médico há 26 anos no Incor, concorda com visão do enfermeiro. Ele também disse à reportagem que se sente grato pela homenagem, mas é humilde ao reconhecer os esforços.
“Eu acho que é um grande estímulo, mas garanto que a gente não faz por reconhecimento, nem por homenagem. Faz por amor, por gostar do ser humano. Isso que nos motiva. A gente não é herói, os pacientes é que são. Eles enfrentam os desafios de cabeça erguida, com força e determinação. Eles são os verdadeiros heróis”, completou.
As obras da edição 2020 do Museu de Arte de Rua ficam prontas na próxima semana.

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