MPRJ diz ao STJ que buscas contra Crivella não foram além dos limites da decisão judicial e nega exposição midiática do prefeito

Procuradores do estado rebateram as acusações da defesa de Crivella de que o procedimento foi irregular. Também afirmaram que os bens arrecadados têm relação com a investigação. O Ministério Público do Rio de Janeiro defendeu no Superior Tribunal de Justiça que seja negado o pedido da defesa do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, para anular buscas e apreensões realizadas em sua casa e em seu gabinete. Crivella foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil na última quinta-feira (10).
A ação foi um desdobramento da Operação Hades, de março deste ano, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do Rio. Durante a operação, um celular do prefeito foi apreendido. Em documentos relativos à operação, promotores falam que irmão de ex-presidente da RioTur Rafael Alves e Crivella eram protagonistas de esquema de corrupção.
Os advogados do prefeito argumentaram ao STJ que a medida foi ilegal e detalharam o que consideraram irregular: não foram listados os bens apreendidos no local; não foi feito auto de busca e apreensão; membros do MP e policiais circularam sozinhos em cômodos.
O relator do pedido é o ministro João Otávio de Noronha. No âmbito da ação, o MP do Rio rebateu os argumentos da defesa do prefeito. O documento foi apresentado nesta segunda-feira (14).
“Incabível a alegação de que as apreensões extrapolaram os limites fixados na decisão em comento, já que todos os bens arrecadados apresentam vinculação direta com o objeto da investigação”, afirmou o MP do estado.
“Mais uma vez, ao contrário do alegado pelo impetrante, não houve, em momento algum, a exposição midiática do Prefeito, que a todo tempo permaneceu no interior de sua residência, com as janelas fechadas e cortinas cerradas, sem qualquer registro cinematográfico da diligência ou do investigado”, completou.
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