MPF investiga trânsito irregular de catamarãs no Caribessa, em João Pessoa


Área faz parte de uma Área de Proteção Ambiental (UPA) de Naufrágio Queimado. Caribessa, em João Pessoa
Dayse Euzébio/Secom-JP
O Ministério Público Federal na Paraíba instaurou um inquérito civil público para investigar o trânsito de catamarãs na praia do Bessa, em João Pessoa, numa área que é popularmente conhecida por Caribessa. A portaria é assinada pelo procurador Bruno Galvão Paiva e está publicada no Diário do Ministério Público Federal Eletrônico desta quarta-feira (16).
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Em suas justificativas, o procurador lembra que a área faz parte de uma Área de Proteção Ambiental (UPA) de Naufrágio Queimado. Ele diz ainda que a ação civil pública tem o objetivo de garantir a proteção do meio ambiente e “apurar supostas irregularidades no trânsito de catamarãs e outras embarcações”. Algo que estaria “expondo a riscos os frequentadores do local e provocando a destruição de corais”.
Procurado pela reportagem, o empresário David Montenegro, que foi quem primeiro começou a explorar a área e que a batizou de Caribessa, concordou que é necessário que haja um ordenamento da exploração realizada pelos catamarãs, para promover assim um turismo sustentável. “É preciso se preocupar com o despejo dos dejetos, e até a quantidade de pessoas por catamarã”, comentou.
Já o presidente da Associação de Catamarãs, Antônio Andrade, disse que só vai se pronunciar após obter mais detalhes sobre o caso.
De toda forma, o procurador registra que o objetivo é aprofundar as investigações quanto aos impactos gerados pela atividade turística nos corais e, ainda, avaliar as possibilidades e os limites para o trânsito de embarcações no local.
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