MPF faz nova denúncia contra Sérgio Cabral por corrupção


Além do ex-governador do RJ, também são acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador financeiro, e o dono da construtora Macadame, Maciste Granha de Mello Filho. Só na Operação Lava Jato, Cabral já foi teve mais de 30 denúncias. O ex-governador Sérgio Cabral é conduzido pela PF no dia em que prestou novo depoimento e admitiu esquema de pagamento de propina
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso desde 2016, foi alvo de uma nova denúncia do Ministério Público Federal (MPF) por corrupção passiva e ativa. Além de Cabral, Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador financeiro, e o dono da construtora Macadame, Maciste Granha de Mello Filho, também foram denunciados.
O empresário é suspeito de pagar propina à organização de Cabral em função de contratos com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER). Maciste também foi acusado por organização criminosa.
O ex-governador responde a 31 processos e foi condenado em 14 deles, somando mais de 293 anos de prisão na Justiça Federal.
De acordo com a nova denúncia, os registros contábeis apreendidos com Bezerra na operação Calicute demonstram que Maciste efetuou, entre os anos de 2011 e 2017, ao menos oito pagamentos à organização criminosa, em valores entre R$ 25 mil e R$ 100 mil, no total de mais de R$ 550 mil.
A Construtora Macadame possuía contratos com o DER para executar obras estaduais. Apenas na execução de obras na rodovia RJ-125, a empresa recebeu R$ 118 milhões. Os valores apurados foram pagos em espécie diretamente a Bezerra.
“Como se vê, o denunciado Sérgio Cabral, no exercício do seu mandato como governador do Estado do Rio de Janeiro, solicitou, aceitou promessa e efetivamente recebeu vantagem indevida para exercer o seu cargo com especial atenção para os interesses privados do denunciado Maciste Granha de Mello Filho”, dizia um trecho da denúncia da Lava Jato no Rio de Janeiro.
As investigações também revelaram a proximidade de Maciste com outros membros da organização criminosa. Além de vizinho de Cabral, há registros da participação do empresário em eventos sociais, como o aniversário de Sérgio de Castro Oliveira, outro operador financeiro de Cabral.
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