Mogi das Cruzes registra queda de 5,77% no número de inadimplentes durante pandemia do coronavírus, aponta SCPC


Número total de débitos até 31 de julho também caiu durante a pandemia. Para diretor do Serviço e vice-presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), dados refletem impacto do fechamento dos comércios durante a quarentena e a redução do consumo. Segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o número de negativados caiu 5,77%, entre março e julho de 2020, na comparação com o ano passado
Ney Sarmento/Prefeitura de Mogi
O fechamento do comércio e a baixa do consumo, provocados causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), impactaram na quantidade de consumidores inadimplentes em Mogi das Cruzes.
Segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o número de negativados caiu 5,77%, entre março e julho de 2020, na comparação com o ano passado. Ao todo, foram 13,7 mil pessoas.
O número total de débitos em aberto até 31 de julho deste ano também sofreu redução. Foram 17,3 mil, cerca de 7% a menos do que o registrado em 2019. Atualmente, a dívida dos consumidores de Mogi chega a R$ 13,2 milhões.
Para Silvio Moraes, diretor do Serviço e vice-presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), os dados refletem o impacto do fechamento dos estabelecimentos durante a quarentena e a redução do consumo.
Perfil dos endividados
De acordo com o SCPC, entre os negativados até 31 de julho, 92% tinham apenas um registro de débito. Os outros 8% tinham de duas a cinco dívidas em aberto.
Desses registros, 52% são de débitos de até R$ 500; 31% até R$ 1 mil; 13% até R$ 2 mil; e 4% acima de R$ 2 mil. Os dados apontam também que os homens são os mais endividados: cerca de 68% do total.
Já no perfil etário, as pessoas com idades entre 26 e 40 anos representam o maior número de inadimplentes: 46%. Em seguida estão os consumidores de 41 a 60 anos, representando 40%.
Os consumidores de 18 a 25 anos representam 8% do total de endividados. Os maiores de 60 anos equivalem a 6%.
Consultas de inadimplentes
Durante o período de março a julho, também houve queda no número de consultas ao banco de dados do SCPC. Foram 41% menos.
“[Esse dado] é um medidor do calor do comércio. Quanto mais a economia está aquecida, mais os lojistas estarão vendendo a crédito e mais eles vão estar consultando o banco de dados para saber se o consumidor tem condições de comprar a crédito”, comenta o diretor.
Segundo Moraes, a redução ocorreu, principalmente, pelo período em que os estabelecimentos permaneceram fechados. No entanto, também indicam que o consumidor ainda não voltou às compras como antes.
Na comparação com 2019, os meses de abril e maio foram os que registraram a maior queda no número de consultas: cerca de 58% e 56%. Naquele período, apenas os serviços considerados essenciais tinham permissão para funcionar.
Em junho, no entanto, a diferença diminuiu para 25%. No mesmo mês a cidade avançou para a fase laranja do Plano São Paulo de retomada da economia, o que permitiu a flexibilização de parte do comércio.
Apesar da flexibilização, no mês de julho a diferença voltou a crescer na comparação com o ano passado. O número de consultas ao banco de inadimplentes caiu em 46,7%, segundo o Serviço Central de Proteção ao Crédito.
Mogi das Cruzes está, desde o mês de julho, na Fase 3 – Amarela do Plano SP, o que permite maior flexibilização do comércio e a reabertura de diversos setores.
Nos próximos meses, segundo Moraes, a cidade deve sentir os resultados, tanto para o reaquecimento do comércio, quanto para o surgimento de novos inadimplentes.
“Essa é a expectativa, que nos próximos dois, três meses, isso já vire porque o comércio está abrindo agora, sendo oito horas por dia. Ele, praticamente, está voltando ao normal o atendimento”, comenta. “Quando a gente começar a comparar oito horas, dez horas de loja aberta, com o ano passado, a gente poderá afirmar, realmente, se a economia está tendo resultado”.
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