Ministério Público Federal pede informações sobre Festival de Dança de Joinville

O Ministério Público Federal (MPF), instaurou notícia de fato para avaliar as medidas a serem adotadas pelo Festival de Dança de Joinville 2020, em Santa Catarina, para a sua suspensão ou reagendamento, em função da pandemia da covid-19, diante de informações de que o evento estava mantido para o período de 21 de julho a 1º de agosto.

O procurador da República em Joinville Ercias Rodrigues de Sousa, enviou ofícios ao secretário de Cultura e Turismo de Joinville, Raulino Esbiteskoski, e para o presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, Ely Diniz da Silva Filho, para que informem “sobre as medidas tendentes à sua suspensão ou ao seu reagendamento para data futura, diante da situação de pandemia decretada pela Organização Mundial de Saúde e do risco aos participantes e aos demais cidadãos, tendo-se em conta tratar-se de evento ao qual comparecem pessoas de diversos pontos do país e do exterior”.

Para ambos, o procurador deu prazo de dez dias para a resposta. De acordo com Ercias, o Festival de Dança de Joinville é financiado por meio da captação de recursos via Lei Rouanet, utilizando recursos federais, daí o MPF ter instaurado notícia de fato para apurar informações sobre a confirmação ou adiamento do evento.

O procurador da República lembra que grandes eventos de repercussão internacional, como as Olimpíadas de 2020, que seriam realizadas este ano em Tóquio, no Japão, foram adiadas por um ano, de 23 de julho a 8 de agosto de 2020 para o período de 23 de julho e 8 de agosto de 2021.Na Baviera, sul da Alemanha, foi cancelada a edição deste ano da Oktoberfest de Munique, o maior festival de cerveja do mundo, devido à pandemia de covid-19, marcado para o período de 19 de setembro a 4 de outubro. O maior festival de cerveja do mundo, mesmo com um faturamento previsto de 1,3 bilhão de euros, foi cancelado devido aos riscos das aglomerações. “Da mesma forma, inúmeros eventos, em vários países do mundo, têm tido a data de realização adiada ou cancelados em função da pandemia”, diz o procurador Ercias de Sousa.