Migração recorde para a Bolsa mexe na preferência por plataformas de investimento

Sede da bolsa, em São Paulo

A migração recorde de pessoas para a Bolsa está mexendo com a preferência do público pelas corretoras. Relatório do banco suíço UBS analisou o número de visitantes nos sites de 11 plataformas de investimento. Enquanto a maioria registrou praticamente estabilidade durante a pandemia, os acessos mensais ao site da Clear saltaram de 6,2 milhões, no fim de 2019, para 9,5 milhões, no mês passado. 

A corretora, que pertence ao grupo XP, mira pessoas físicas interessadas principalmente em comprar e vender ações com regularidade, como aquelas que querem fazer operações dos tipos “day trade” (comprar e vender no mesmo dia uma série de papéis) e “swing trade” (posições com prazo um pouco maior). 

Desde 2018, o número de CPFs na Bolsa saltou de 800 mil para 2,6 milhões, em movimento turbinado pelo corte agressivo de juros em virtude da crise. Atendendo a esse perfil, a Clear sequer oferece fundos de investimento, que estão presentes em praticamente qualquer plataforma. 

A segunda colocada no ranking de acessos, a Rico (também do grupo XP), teve uma queda de 6 milhões para 5,5 milhões de acessos por mês desde o fim do ano passado. A própria XP ficou estacionada em 5 milhões no período. 

Na sequência, aparecem Easynvest (subiu de 2,6 milhões para 2,7 milhões), Modalmais (estacionada em 2,2 milhões), BTG Digital (de 1,1 milhão para 1,4 milhão), Itaú Corretora (de 0,7 milhão para 0,9 milhão) e Órama (parada em 0,5 milhão). 

No fim da fila aparecem Ágora, do Bradesco (de 0,2 milhão para 0,4 milhão), Guide (de 0,2 milhão para 0,1 milhão) e a recém-criada Pi, do Santander, que teve menos de 100 mil acessos por mês). 

Com Agências

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