Mesmo em pandemia, conta de luz vai aumentar 8,14% em Santa Catarina

ANEEL anunciou reajuste na tarifa para consumidores da Celesc nesta terça-feira (18); efeito médio será de 7,67% para industrias e comércios de grande porte

O valor aplicado nas contas de luz emitidas pela Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) passará por um aumento médio de 8,14% a partir do dia 22 de agosto.

O reajuste foi anunciado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta terça-feira (18).

Contas de luz terão aumento médio de 8,14% a partir de 22 de agosto em SC – Foto: Julio Cavalheiro/Secom

O valor do reajuste tarifário, a princípio, ficaria em 15,52%. O empréstimo da Conta-Covid, ferramenta disponibilizada pelo Ministério de Minas e Energia, teria proporcionado o amortecimento dos índices de reajuste a serem percebidos nas contas dos consumidores catarinenses, segundo a Celesc.

Conforme a estatal, os itens que mais impactaram para a composição do valor do reajuste foram os custos de aquisição de energia, custos de transmissão e os encargos setoriais.

Veja como será o efeito para os consumidores:

Para os consumidores residenciais, residenciais baixa renda, rurais, iluminação pública e comércio, atendidos em baixa tensão, o efeito médio será de 8,42%. Estes representam 79% do mercado consumidor na área de concessão da Empresa.

Para indústrias e unidades comerciais de grande porte (como shopping centers), atendidos em alta tensão, o efeito médio será de 7,67%.

Motivos para o aumento na conta de luz

A Celesc justificou os principais fatores para o aumento tarifário:

  • Encargos Setoriais: Estes valores são definidos por Leis, onde o principal impacto foi o aumento nos Custos de Consumo de Combustíveis – CCC, pagos por todos os consumidores do Brasil por meio da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE;
  • Custos de Transmissão: Estes valores são para as Transmissoras de Energia, onde o principal impacto foi decorrente de valores indenizatórios recebidos pelas transmissoras;
  • Compra de Energia: Estes valores são para os Geradores de Energia, onde o principal impacto foi decorrente da usina de Itaipu, que representa aproximadamente um quinto da compra de energia da Celesc, que é precificada em dólar – houve aumento de 42% de aumento no câmbio em relação a 2019.