Mato Grosso decreta estado de calamidade por causa das queimadas

O número de queimadas em Mato Grosso começou a subir de forma drástica a partir de julho, empurrado pelas temperaturas altas, umidade baixa e o vento. Mas só agora, quase dois meses depois, o governo do estado decidiu decretar situação de de emergencia e pediu ao governo federal o reconhecimento de estado de calamidade. Mato Grosso decreta estado de calamidade por causa das queimadas
O governo de Mato Grosso decretou estado de calamidade por causa dos incêndios.
No Parque Indígena do Xingu, o fogo invadiu uma aldeia. Um enfermeiro que trabalha na região fez imagens das chamas destruindo as casas: “Aqui é a casa da equipe. Tudo nosso está dentro. Nós estamos com medo de pegar fogo aqui. Que dó, gente.”
Na estrada que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães, um dos destinos turísticos mais importantes do estado, o trânsito teve que ser interrompido por causa do fogo. Houve engarrafamento. Uma família por pouco não foi atingida.
Em apenas dois dias, foram quase cinco mil focos de calor em Mato Grosso, segundo o Inpe. O estado chegou a 32 mil focos em 2020, 36% a mais do que em 2019. A velocidade de propagação do fogo é tanta que animais não têm tempo de reação. Muitos são encontrados agonizando.
O número de queimadas em Mato Grosso começou a subir de forma drástica a partir de julho, empurrado pelas temperaturas altas, umidade baixa e o vento. Mas só agora, quase dois meses depois, o governo do estado decidiu decretar situação de emergencia e pediu ao governo federal o reconhecimento de estado de calamidade.
Para ambientalistas, a decisão poderia ter sido tomada antes.
“É uma situação catastrófica, um verdadeiro colapso ambiental que o bioma está passando. Algo que no Pantanal a gente nunca tinha visto, quase 20% da área atingida pelo fogo em todo o bioma. Vale avaliar para que nos próximos anos atitudes como esta sejam tomadas em tempo hábil para se contornar a situação, de não ter este cenário crítico que nós estamos vivendo agora”, diz o engenheiro florestal Vinícius Silgueiro.
O governo de Mato Grosso afirmou que desde o início de março, tem executado o plano de ação contra o desmatamento ilegal e os incêndios florestais, que investiu mais de R$ 22 milhões em recursos próprios e que decretou calamidade por causa do agravamento dos incêndios e das condições climáticas desfavoráveis.
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