Mais de 30 redes e armadilhas são apreendidas no Lago Azul em Araguaína


Decreto emitido pelo município em 2019 proíbe a pesca predatória no local. Quem for flagrado pode ser multado em até R$ 10 mil mais acréscimo por cada peixe. Fiscais apreendem mais de 30 redes e armadilhas no Lago Azul em Araguaína
Durante dois meses foram apreendidos mais de 30 redes e outros equipamentos de armadilhas para peixes no Lago Azul em Araguaína. Os fiscais estão inspecionando o local para evitar a pesca predatória, proibida por decreto municipal e lei federal. A ação faz parte de um projeto de revitalização do lago com espécies nativas da região.
De acordo com o analista ambienta da prefeitura, somente a modalidade de pesca e solta é permitido. “Nós estamos fazendo um serviço de fiscalização para coibir a pesca predatória. Tendo em vista que essa é uma prática criminosa de acordo com a lei de crimes ambientais. É permitida somente a prática de pesca e solta, ou seja, o pescador captura o peixe e depois ele devolve ao Lago”, explicou.
As armadilhas são encontradas com frequência pelos fiscais. O Decreto municipal prevê que quem for flagrado pode ser multado em até R$ 10 mil com acrescimento de R$ 20 para cada quilo de pescado.
“A gente está fazendo esse serviço embasado em uma lei de crimes ambientais, no decreto municipal e também para fortalecer esse projeto aqui no lago sobre o repovoamento das espécies”, disse o analista.
O projeto de revitalização do Lago Azul pretende reintroduzir mais de 200 mil peixes que foram extintos da região devido à pesca predatória durante 50 anos. Entre as espécies estão o Tambaqui, Pacu, Caranha, Piauçi, Surubim, Matrinchã, Curimatã e Pirarucu.
Espécies estão sendo reintroduzidas no Lago Azul
Reprodução/TV Anhanguera
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