Maior produtora de cevada, região de Guarapuava tem previsão de safra 13% maior em 2020


Estado concentra 50% da área plantada de cevada no país; avaliação é de que o clima está colaborando com o plantio da cultura de inverno. Bloco 01 Caminhos do Campo (12/07/2020)
A região de Guarapuava, no centro-sul do Paraná, que concentra 50% da área plantada de cevada do país, tem estimativa de produção 13% maior na safra deste ano, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
No inverno, enquanto é preciso ter alguns cuidados especiais com as hortaliças para não perder a produção, outras culturas se dão muito bem no frio que faz no Sul, como o trigo, a aveia e a cevada. Assista a reportagem acima.
“Houve um aumento expressivo do plantio da cevada na região de Guarapuava, de aproximadamente 4 mil hectares, enquanto nas demais regiões do estado essa área houve uma redução por ter pouco incentivo ao produtor”, explica Dirlei Manfio, técnico do Deral.
O Paraná é o maior produtor nacional de cevada. Quase toda a produção vai para a fabricação de cerveja. Em uma propriedade no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, mais de 230 hectares foram reservados apenas para cevada nesta safra.
‘”Nós semeamos aquilo que tínhamos planejado ano passado. Não houve restrição de área de plantio. A cooperativa incentivou o cultivo e a gente semeou o que planejou”, diz o produtor Otavino Rovani.
Essa melhora se deve ao clima, que está colaborando com o plantio do grão. Cenário bem diferente do ano passado, quando o cultivo foi prejudicado pela estiagem.
“Tivemos uma condição excepcional de plantio. Nós conseguimos graças a essa situação de um período de chuvas que cessaram a partir da segundo quinzena de junho que coincidiu com o período de plantio”, explica Noemir Antoniazzi, agrônomo e pesquisador.
Produção de cevada deve ser 13% maior neste ano na região de Guarapuava, indica Deral
RPC/Reprodução
A cevada é matéria prima do malte, um dos principais ingredientes usados na fabricação da cerveja. Por causa da pandemia, o setor cervejeiro teve prejuízos, mas no campo a produção não foi atingida pela crise.
“A cevada que está sendo plantada agora vai gerar malte para 2021, e esperamos que até lá normalize tudo isso e possamos então ter o consumo dessa cevada que vai ser colhida final do ano”, afirma Antoniazzi.

Com Agências

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