Mãe e filha: quando o amor pela dança vira coisa de família


Desejo de se tornar uma dançarina profissional passou de mãe para filha, que atualmente é aluna do programa Abrindo Caminhos Sem ter conseguido concretizar o sonho de ser dançarina profissional, mãe se realiza ao ver a filha dançar

Com a voz embargada, Adriana Menezes de Souza, de 31 anos, mal consegue descrever o que sente ao ver a filha dançar. Ela é ex-dançarina e atualmente mãe em tempo integral. Ela e a filha, Sarah Bianca Menezes Borges, de 9 anos, dividem a paixão pela dança. A menina é aluna de jazz e ginástica rítmica do programa Abrindo Caminho, e juntas elas sonham com uma carreira profissional para a criança.
Apaixonada pela dança, Adriana até chegou a dançar em uma banda, mas sempre lamentou não ter podido se especializar e se aprofundar mais na área. Pela necessidade de se dedicar à filha e há família, ela não conseguiu fazer da dança sua atividade principal, mas alimenta essa paixão há nove anos dançando quadrilha em Boa Vista.
“Faço tudo que está ao meu alcance para que a Sarah realize os sonhos dela. Me sinto também realizada ao mesmo tempo. Quando mais jovem não tive a oportunidade que ela tem hoje, em fazer aulas de dança com profissionais”, contou.
Além das aulas de dança, Sarah tem acesso a apoio psicológico e social pela equipe do programa Abrindo Caminhos
Acervo ALE-RR
Devido à pandemia, as aulas do Abrindo Caminhos estão suspensas, mas os professores estão passando atividades a distância, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, o que tem aproximado mais ainda mãe e filha, que podem até mesmo fazer os movimentos juntas.
Sarah faz aulas de dança no Abrindo Caminhos há três anos e além de ensinar a movimentar o corpo, o programa também a ajudou a enfrentar alguns desafios. A pequena tem um problema renal que causa perda de proteínas na urina, essa situação restringe a uma dieta em que não pode ingerir alimentos como refrigerante, por exemplo. Além disso, ela também enfrentou dificuldade em lidar com chegada do irmão mais novo, e contou com apoio psicológico do programa.
“Sou grata a toda a equipe do programa. Os cuidados que tiveram com minha filha e com minha família foram importantes para que Sarah compreendesse que o amor que sinto por ela não iria mudar com a chegada do irmão. Além disso, eles cuidam para que o lanche dela seja saudável e assim ela se sinta sempre acolhida”, agradeceu Adriana.
Abrindo Caminhos
O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jalser Renier, lembrou que quando o programa Abrindo Caminhos foi criado, ele não imaginou que chegaria a quase cinco mil crianças e adolescentes atendidos. As crianças, com idade entre 5 a 17 anos, têm acesso a aulas gratuitas de coral, balé, jazz, ginástica rítmica, futebol, informática e jiu-iítsu.
Jalser Renier reforçou que, em breve, quando a pandemia do coronavírus passar, o programa funcionará em um novo prédio com uma estrutura adequada para cada uma dessas modalidades. “Se esses programas mudassem a vida de apenas uma criança, já valeria a pena. Fico muito feliz ao ver que ações públicas e sociais têm melhorado a vida do povo e gerado uma nova visão de futuro para as nossas crianças”.

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