Macrorregião Oeste regride para Onda Amarela do ‘Minas Consciente’ após decisão semanal


Saiba mais sobre as determinações definidas durante a reunião semanal que ocorreu nesta quarta-feira (23). Com exceção da macrorregião Norte todas as demais regrediram para Onda Amarela, após avaliação semanal do Estado
Minas Consicente/Divulgação
A macrorregião Oeste regrediu para a Onda Amarela do programa “Minas Consciente” após reunião semanal do Comitê Extraordinário Covid-19, realizada nesta quarta-feira (24), pelo Governo de Minas Gerais. As novas classificações passam a valer no próximo sábado (26).
As determinações das microrregiões para a próxima semana serão divulgadas nesta quinta-feira (24), a partir das 15h, no site do plano.
Na decisão da semana passada, o Estado havia sinalizado que cidades como Divinópolis, Bom Despacho, Carmo do Cajuru e Formiga, integrantes da Macrorregião Oeste, estavam aptas a avançar para Onda Verde.
Até o momento, 35 cidades da macrorregião aderiram ao programa e poderão avançar para a última etapa do plano (saiba quais abaixo).
Retorno das atividades escolares
Durante a reunião desta quarta, o Comitê Extraordinário decidiu ainda que o retorno às atividades escolares presenciais será no 5 de outubro em todo o Estado. Esse é o primeiro movimento para a volta gradual às aulas presenciais.
Seguindo rígidas regras e protocolos sanitários, as escolas públicas e privadas poderão retornar às atividades presenciais apenas nas regiões inseridas na Onda Verde. O ensino superior poderá voltar às aulas presenciais nas regiões contempladas na onda amarela do plano, sendo que faculdades poderão retornar com as atividades presenciais na próxima semana.
O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, explicou que as definições foram baseadas em estudos técnicos e epidemiológicos do Comitê Extraordinário Covid-19, levando em conta a controlada taxa de ocupação dos leitos, índices estáveis de transmissão e contágio, além do controle de surtos e a tendência geral de queda de casos e óbitos diários da covid-19.
“Temos alguns pontos em comum com os países que tiveram avaliação satisfatória para abrir as escolas. Primeiro, eles estavam em curva de contágio estável e decrescente, como estamos em Minas. Depois, a adoção de medidas sanitárias de distanciamento, o que orientamos desde o início da pandemia e a cada dia aprimoramos mais. E o monitoramento constante, que é a característica do Minas Consciente, o que fazemos há cerca de cinco meses”, disse o secretário.
Na prática, os cursos de educação superior, incluindo graduação e pós-graduação, além de cursos de formação livres, estarão aptos a retornar às atividades presenciais nas regiões inseridas na onda amarela do plano Minas Consciente. As aulas nessas instituições estão autorizadas a partir da publicação do protocolo sanitário da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), previsto para a próxima semana, com recomendações como distanciamento social e uso de máscaras de proteção.
Protocolo e autonomia
A educação básica, incluindo a educação infantil e os ensinos fundamental e médio, poderão retornar presencialmente apenas nas regiões incluídas na onda verde do Minas Consciente.
A partir da publicação do protocolo sanitário do Estado, a decisão da abertura de quaisquer escolas será dos municípios, segundo o secretário Geral Mateus Simões.
“Onde os municípios não autorizarem a reabertura, ela não ocorrerá, assim como é no Minas Consciente. O poder municipal é a palavra final em cada cidade. E cada escola decidirá as suas próprias estratégias no que diz respeito ao ensino particular, assim como as municipais no que diz respeito ao município”, disse.
O protocolo de saúde será único e aplicado a todas as escolas. As redes particular e municipal, no entanto, terão autonomia para definir a estratégia de retorno, como a ordem das turmas que retornarão às salas de aula e se as aulas já começarão em outubro.
Municípios
As seguintes cidades da macrorregião Oeste aderiram ao “Minas Consciente:
Araújos
Arcos
Bambuí
Bom Despacho
Carmo da Mata
Carmo do Cajuru
Carmópolis de Minas
Cláudio
Córrego Danta
Córrego Fundo
Divinópolis
Dores do Indaiá
Estrela do Indaiá
Formiga
Igaratinga
Iguatama
Itapecerica
Itaúna
Japaraíba
Lagoa da Prata
Martinho Campos
Medeiros
Moema
Nova Serrana
Onça de Pitangui
Pará de Minas
Passa Tempo
Perdigão
Pimenta
Pitangui
Santo Antônio do Monte
São Francisco de Paula
São José da Varginha
São Sebastião do Oeste
Serra da Saudade
Microrregiões
Em agosto, o programa “Minas Consciente” foi reformulado e passou a considerar os dados de 67 microrregiões do Estado, permitindo que elas sejam divididas por ondas, considerando as especificidades de cada local, sistema público de saúde e número de casos de coronavírus.
Contudo, caso uma microrregião esteja em uma onda diferente da definida para a macro, caberá ao prefeito decidir qual diretriz seguir.
A principal mudança foi em relação às ondas, que foram reduzidas para três. Agora, as cores funcionam como um semáforo: Onda Vermelha, quando é permitido abrir somente serviços essenciais; Amarela, quando serviços não essenciais também são autorizados; e Verde, que incluem serviços não essenciais com alto risco de contágio.
Para avançar para a onda verde, as cidades precisam estar há 28 dias consecutivos na onda amarela, sem sofrer retrocessos durante esse período.
Comitê Covid
O Comitê Extraordinário Covid-19 do Governo Estadual, se reúne semanalmente para avaliar a situação dos municípios mineiros que aderiram ao plano “Minas Consciente”. A avaliação é feita todas as quartas-feiras e, as novas determinações do Comitê (válidas para todas as cidades do Estado) são publicadas todas às quintas, no período da tarde.
A partir disso, o Comitê define a situação das cidades dentro das três “Ondas” do programa, levando em consideração a incidência da Covid-19 na localidade, na capacidade de atendimento e na velocidade de avanço da doença.

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