Lily Yin Weckx, professora e coordenadora de pesquisa da vacina de Oxford

A paralisação dos testes da vacina de Oxford foi breve, e a Anvisa já liberou um aumento no número de voluntários para o medicamento no Brasil, passando de 5 mil para 10 mil.

Para a coordenadora das pesquisas da vacina no país, Lily Yin Weckx, apesar de ter causado comoção, a suspensão serviu para aumentar a confiança das pessoas no processo de desenvolvimento.

“O comitê externo de avaliação da vacina de Oxford entendeu que a reação não foi causada pela vacina, o que permitiu a retomada dos estudos. Com isso, a Anvisa ampliou o total de participantes,” disse Lily.

Lily Yin Weckx

Lily Yin Weckx, professora e coordenadora de pesquisa da vacina de Oxford

Foto: CNN (15.set.2020)

“Temos bastante voluntários, tem gente ainda se inscrevendo para participar dos testes, apesar da interrupção. A paralisação trouxe mais confiança para a população sobre a condução dos estudos da vacina.”

A pesquisadora explica que o perfil dos novos voluntários será distinto dos 5 mil iniciais, com maior abrangência da faixa etária, mas ainda com o requisito de que devem estar em constante contato com o vírus, de preferência profissionais da área médica.

“O estudo agora se expandiu para todas as faixas etárias, o que trará dados mais robustos sobre a vacina. Será interessante incluir idosos no programa para entender a reação nos grupos de risco.”

Lily completou dizendo que o programa de testagens irá se expandir para o Rio Grande do Sul e do Norte.

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