Julgamento de acusado de matar motorista de aplicativo é adiado a pedido da defesa em MS


O crime aconteceu no dia 13 de maio de 2019, quando a vítima deixava o acusado e a esposa em condomínio de Campo Grande. Assassino em MS diz que só deu dois tiros porque somente tinha duas balas no revólver calibre 38
Graziela Rezende/G1 MS
Previsto para acontecer nesta terça-feira (15) às 8h, o julgamento de Igor Cesar de Oliveira, acusado de matar um motorista de aplicativo em maio de 2019 em Campo Grande, foi adiado. A mudança ocorreu a pedido da defesa do réu e sessão ainda não possui uma nova data.
A audiência marcaria o retorno do júri popular em Mato Grosso do Sul após quase 6 meses sem sessões por conta da pandemia da Covid-19.
Biossegurança
Apesar do adiamento, as atividades presenciais do Tribunal do Júri serão retomadas ainda essa semana com sessões nos dias 16, 17 e 18, respeitando todas as medidas de proteção em combate a pandemia.
O acompanhamento do público será feito pela transmissão ao vivo das sessões pelo Youtube do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), isto incluiu os familiares dos envolvidos, universitários e imprensa.
No plenário somente terão acesso o juiz, promotor, defesa, os sete jurados sorteados e os réus. Todos estarão de máscara. Os depoimentos de testemunhas serão realizados por videoconferência.
Com relação a distribuição dos lugares de quem estará no plenário, dentro do cercadinho estarão defesa de um lado e promotor de outro. Este último, no lugar que antes ocupado pelos jurados. O juiz ficará na bancada do fundo e os jurados estarão distribuídos em lugares pré determinados no plenário antes ocupado pelo público.
O uso de máscara será obrigatório, haverá aferição de temperatura e a disponibilização de álcool em gel.
Crime
A vítima, Rafael Baron, de 22 anos, foi morto no dia 13 de maio de 2019, quando deixava Igor e a esposa em um condomínio. Ele foi atingido por um tiro no pescoço e outro no braço esquerdo e bateu o veículo em outros dois automóveis e uma moto que estavam estacionados. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foram chamados, mas, o jovem morreu no local.
O acusado do homicídio foi preso três dias depois e confessou o crime. Segundo a polícia, Igor disse que matou Rafael porque ele teria sido gentil com a esposa dele, fazendo perguntas sobre uma tipoia que ela estava no braço. Em outubro de 2019, a Justiça determinou a soltura de Igor, mas voltou atrás após protesto de colegas de Rafael. O acusado segue preso.

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