Jazz retoma força em Jerusalém apesar do coronavírus

O Festival de Jazz de Jerusalém começou nesta terça-feira sob a liderança do trompetista Avishai Cohen, com centenas de espectadores obedecendo a medidas rígidas relacionadas à nova pandemia de coronavírus. Artistas de todo o mundo fizeram suas composições ressoarem nas luxuosas galerias do Museu de Israel, instituição cultural incontornável do país. 

Com o espaço aéreo de Israel parcialmente fechado devido à pandemia, a edição 2020 deste festival, criado há seis anos, teve que se adaptar. Este ano, “não há músicos vindos de fora”, disse Avishai Cohen. E “deixamos as galerias do museu para o jardim de esculturas” para tocar fora, continuou o trompetista, que ganhou fama com “Into the Silence” (2016). 

Para limitar a disseminação do vírus no país, os encontros na parte externa foram limitados a 500 pessoas, que devem usar máscaras. Além disso, a partir da noite de terça-feira, 40 cidades e bairros estarão confinados devido ao aumento significativo das infecções no país, que possui um dos maiores índices de poluição do mundo. As autoridades documentaram 137.159 pessoas infectadas e 1.040 mortes neste país de nove milhões de habitantes.

Com Tamir Muskat, integrante da Balkan Beat Box, Avishai Cohen montou um programa que homenageia os artistas do jazz local, mas também mistura estilos, como o da cantora Netta Barzilai, vencedora do Eurovision Song Contest em 2018. Segundo os organizadores, cerca de 500 pessoas compareceram na estreia nesta terça-feira. “É diferente do normal, mas o lugar é mágico”, disseram Orly e Moshe Romianez, que viajaram do norte do país.

        


Com Agências

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