Irã emite mandado de prisão contra Trump por morte de general

O Irã emitiu um mandado de prisão contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros 35 nomes, entre políticos e militares, envolvidos na morte do general Qassim Suleimani em um ataque de drone no início de janeiro.

Segundo o promotor iraniano Ali Alqasimehr, o país pediu à Interpol que emitisse um “alerta vermelho” para a prisão de Trump e os outros acusados. A organização, no entanto, rejeitou a proposta.

Suleimani era o comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã. Ele era muito próximo do aiatolá Ali Khamenei e considerado um herói no país. Após ser morto pelos Estados Unidos, foi tratado como mártir, sendo homenageado com manifestações enormes por todo o país.

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O general Qassim Suleimani, que comandava operações militares iranianas no Oriente Médio

Washington acusava o general de ser o principal responsável pelos ataques de milícias iraquianas pró-Irã contra forças americanas na região.

Desde outubro do ano passado, houve pelo menos 33 ataques contra soldados ou diplomatas americanos no Iraque.

O enviado americano para o Irã, Brian Hook, afirmou em conferência na Arábia Saudita que o mandado é uma ação de propaganda que ninguém leva a sério. “Entendemos que a Interpol não emite alertas vermelhos de natureza política”, afirmou.

Em nota, a Interpol disse que não é autorizada a realizar “qualquer intervenção ou atividades de caráter racial, religioso, militar ou político” e que “não consideraria pedidos dessa natureza”.

O promotor Alqasimehr disse que o Irã persistirá na questão após Trump deixar o cargo.

A morte de Suleimani deixou a relação Irã-Estados Unidos à beira de um conflito armado.

O Irã prometeu se vingar e disse que não respeitaria mais os limites do acordo internacional pelo qual se comprometia a conter sua capacidade de enriquecimento de urânio. Os EUA, por sua vez, ameaçaram fazer novos ataques caso houvesse retaliações por parte do país persa.

Quatro dias após a morte de Suleimani, o Irã realizou ataques contra bases militares iraquianas que abrigavam militares americanos.

COM AGÊNCIAS

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