Impeachment e linha sucessória comprometida, a agonia de SC e do Rio

Processos de afastamento do cargo ou impeachment por suspeitas de desvio de dinheiro público tiram o sono de muitos governadores país afora.

Em alguns estados, como o Radar já mostrou, o efeito dominó nas investigações podem resultar num vácuo de poder — com titular, vice e o chefe do Legislativo estadual comprometidos — a ser ocupado pelos presidentes dos Tribunais de Justiça.

Veja o exemplo de Santa Catarina, onde o governador Carlos Moisés pode ser cassado ao lado da vice, Daniela Reinehr.

O presidente da assembleia catarinense, Júlio Garcia (PSD), maior beneficiário do processo de impeachment, é investigado pela Polícia Federal na Operação Alcatraz, que apura irregularidades na compra de equipamentos de tecnologia, e foi denunciado nesta segunda pelo MPF.

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Como se vê, perdendo titular e vice, Santa Catarina pode ganhar, na sequência, um “governador” denunciado por lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

O problema se repete no Rio, onde Witzel já foi afastado, o vice responde a investigações e o presidente da Alerj, André Ceciliano, está igualmente enrolado.

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