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Ontem, Bolsonaro disse respeitar o teto de gastos ao lado de Maia e Alcolumbre

O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta quinta-feira (13), em transmissão ao vivo na internet, que o seu governo discutiu a ideia de furar o teto de gastos –  um dia depois de declarar que respeita o limite constitucional,
ao lado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele explicou que os ministérios tem uma “briga, no bom sentido” por mais recursos e reforçou que o ministro da Economia, Paulo Guedes,
é contrário à iniciativa.

— Então a ideia de  furar teto existe, o pessoal debate, qual o problema? “Presidente, na pandemia, nós temos a PEC de Guerra, nós já furamos o teto em mais ou menos R$ 700 bilhões, dá para furar mais R$ 20 [bilhões]?”. Eu falei: “Qual é a justificativa? Se for pra vírus, não tem problema nenhum”. “Ah, mas entendemos que água, por exemplo, é para essa mesma finalidade”. Então a gente pergunta. E daí? Já gastamos R$ 700 bilhões, vamos gastar mais R$ 20 bilhões ou não? ‘— comentou o presidente.

Bolsonaro
disse em seguida que Guedes afirma que isso sinalizaria para a economia e o mercado que o governo está furando teto e “dando um jeitinho”. Sem citar nominalmente Rodrigo Maia, que na terça disse que não haverá “jeitinho” para furar o teto de gastos, o presidente criticou a declaração do parlamentar:

— Aí outro lá na ponta, de outro Poder, já começa a falar: “não vou aceitar jeitinho”, em vez de ligar, telefonar, conversar, ver o que está acontecendo — disse Bolsonaro.