Ideb: ensino médio de Rondônia não atinge nota esperada de qualidade


Objetivo de 2019 era atingir 4,8, mas estado chegou a 4,3. Índice leva em conta aprovação de alunos e desempenho nas provas de matemática e português. Estado de Rondônia não atinge nota do Ideb
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O ensino médio de Rondônia não atingiu, de novo, a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019. O índice que avalia o desempenho da educação básica foi divulgado nesta terça-feira (15).
A nota do Ideb vai de 0 a 10 e leva em conta dois fatores: quantos alunos passam de ano e qual o desempenho deles em português e em matemática
No ano passado, a meta para o ensino médio de Rondônia era de 4,8. Porém, segundo o Ministério da Educação, a nota final foi de 4,3.
Mesmo ficando abaixo do índice proposto, o estado ocupa a 8ª colocação no ranking do Ideb (veja a lista completa do país). Em 2019, segundo o MEC, apenas Goiás alcançou o índice proposto para o ensino médio.
Segundo o Ideb, 103 escolas da rede estadual (em 43 municípios) tiveram o Ideb calculado para 2019.
Mapa mostra que, exceto Goiás, estas brasileiros não atingiram a meta do ensino médio no Ideb
Arte/G1
Ensino fundamental em Rondônia
O Ministério da Educação também divulgou, nesta terça-feira, o índice de qualidade da educação básica do ensino fundamental (1° ao 5° ano). Neste quesito, Rondônia atingiu a meta prevista pelo MEC: 5,6.
Já em relação aos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), Rondônia não alcançou a nota estipulada. A meta era 5,1, mas o estado só atingiu 4,9 de Ideb.
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O que é Ideb?
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um indicador de qualidade do ensino fundamental e do ensino médio.
Foi criado em 2005 pelo MEC, que o divulga, desde então, a cada dois anos.
Como o Ideb é calculado?
O Ideb é um índice de 0 a 10, calculado com base em dois fatores:
índices de aprovação/reprovação dos alunos e de abandono dos estudos, medidos no Censo Escolar;
notas em provas de português e de matemática no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).
Para ter um bom Ideb, é preciso ter baixas taxas de reprovação e de abandono de estudos, além de resultados satisfatórios no Saeb. Essa avaliação é aplicada sempre no fim de cada etapa.
O Inep traça médias individuais para os estados, justamente porque são situações heterogêneas – há regiões com maior índice de pobreza, por exemplo, que terão obstáculos maiores para melhorar a qualidade da educação.
Por isso, ao analisar um ranking nacional do Ideb, é preciso ter em mente que cada estado tem desafios próprios. A listagem é apenas para fins didáticos – o critério ideal de comparação é analisar quanto a região evoluiu nos últimos anos, em seus próprios índices, além de verificar se atingiu a meta definida pelo Inep.
Como o Ideb é divulgado?
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga o Ideb de cada escola, município e estado. Além de calcular as médias, o órgão detalha o desempenho das redes municipais, estaduais, públicas e privadas.
Os índices são sempre calculados em três etapas da educação básica:
anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano);
anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano);
ensino médio.
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