Hospital de Campanha do Ibirapuera vai começar a receber pacientes graves da região de Campinas, interior de SP


No início do mês de julho, a região de Campinas retrocedeu para a fase 1 – vermelha, a mais severa do Plano SP, que regulamenta o funcionamento das atividades econômicas durante a pandemia do novo coronavírus. Hospital de Campanha foi inaugurado no Ibirapuera nesta quarta-feira (20), pelo governador, João Doria, e pelo prefeito, Bruno Covas

A partir de quinta-feira (9) o Hospital de Campanha do Ibirapuera, na Zona Oeste de São Paulo, irá receber pacientes da região de Campinas no interior de São Paulo, com destaque para as cidades de Valinhos, Vinhedo, Cabreúva, Jundiaí e Campinas.
No início do mês de julho, a região de Campinas retrocedeu para a fase 1 – vermelha, a mais severa do Plano SP, que regulamenta o funcionamento das atividades econômicas durante a pandemia do novo coronavírus. Para definir a classificação de cada região o plano São Paulo leva em consideração cinco critérios, entre eles o total de leitos por 100 mil habitantes e variação de novas internações.
O remanejamento será feito pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), do governo estadual paulista. Ao todo, 320 funcionários atuam no serviço, incluindo 120 médicos, que se revezam durante 24 horas para atender aos pedidos de um hospital com necessidade de transferir pacientes, e buscar em outros hospitais do Estado um leito disponível que possa oferecer o tratamento necessário. As transferências dos pacientes serão feitas pelas Prefeituras das cidades.
Hospital de Campanha do Ibirapuera
O Hospital de Campanha do Ibirapuera tem 7,5 mil metros quadrados e ocupa o gramado do estádio Ícaro de Castro Mello e parte da pista de atletismo do Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães. A obra custou R$ 12 milhões e a manutenção deve ser realizada com R$ 10 milhões mensais, de acordo com o governo.
Do total de leitos, 240 são de baixa complexidade e 28 de estabilização, destes, apenas quatro estão ocupados. O hospital conta ainda com sala de descompressão, consultórios médicos e tomografia. A estrutura tem sistema de ar-condicionado para climatização adequada e troca de ar constante.
Plano São Paulo
Divisão das regiões do Estado no Plano São Paulo na 5ª fase de atualização
Divulgação/Governo de SP
Para começar a reabertura gradual do estado em 1º de junho, o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS). A Grande São Paulo ainda foi subdividida em microrregiões. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.
Os cinco critérios que baseiam a classificação das Divisões Regionais de Saúde são: ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs); total de leitos por 100 mil habitantes; variação de novas internações, em comparação com a semana anterior; variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior; variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:
Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
Fase 2 – Laranja: Controle
Fase 3 – Amarela: Flexibilização
Fase 4 – Verde: Abertura parcial
Fase 5 – Azul: Normal controlado

COM AGÊNCIAS

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