Governo retoma compra direta de passagens aéreas; Economia vai concentrar pagamento

Edital de credenciamento para compra de bilhetes para viagens domésticas de servidores foi publicado nesta quarta (16). Compra de passagem era feita via agências de turismo. O Ministério da Economia publicou nesta quarta-feira (16), no “Diário Oficial da União”, edital de credenciamento para compra direta de passagens aéreas para as viagens domésticas de servidores públicos a serviço.
Segundo o governo, atualmente cada órgão do governo federal realiza as compras por meio de agências de turismo ou de viagens. Com o credenciamento, será retomado um modelo de compra direta, que vigorou até julho de 2019.
No formato anterior, porém, as aquisições eram pagas por cada órgão. Com o novo modelo, o Ministério da Economia vai centralizar todos os pagamentos.
A área econômica informou que, com o processo que está sendo aberto, as companhias aéreas interessadas deverão oferecer um desconto mínimo de 15% sobre todas as tarifas e classes vigentes à época da emissão do bilhete e válido para todas as rotas regulares domésticas operadas pela companhia aérea, informou o governo.
De acordo com o governo, a medida terá validade para os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional e deve gerar uma economia de R$ 77,5 milhões aos cofres públicos nos dois primeiros anos de contrato.
Entre os serviços que serão prestados pelas companhias aéreas credenciadas, segundo o Ministério da Economia, estão a reserva, emissão, remarcação, cancelamento e reembolso de passagens aéreas regulares.
“O novo modelo de compra direta trará mais transparência e simplificação dos processos, pois contará com acompanhamento do Ministério no apoio à fiscalização e o pagamento será centralizado, além de ser sem intermédio de Agência de Viagens e Turismo”, afirmou o secretário adjunto de Gestão da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Renato Fenili.
Segundo ele, as companhias aéreas credenciadas vão emitir apenas uma fatura mensal e o governo efetuará o pagamento com os recolhimentos tributários.
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