Governo registra aumento de internações por Covid-19 no AM, mas descarta segunda onda da doença


Primeira onda ocorreu durante meses de abril e maio, quando sistema público de saúde entrou em colapso. Governo diz que aumento é reflexo de aglomerações. Banhistas se aglomeram e lotam a praia da Ponta Negra, em Manaus, após flexibilização de isolamento.
Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo
O Amazonas registrou um aumento na taxa de ocupação de leitos de UTI e clínicos para casos de Covid-19, após meses de queda. O governo do estado informou, por meio de nota, que os dados apontam uma alta na média móvel de internações pela doença, mas descartou que o estado esteja vivendo uma segunda onda da doença.
A primeira onda ocorreu durante os meses de abril e maio, quando o sistema público de saúde entrou em colapso, com quase 100% de ocupação. A capital amazonense acabou sofrendo colapso, também, no sistema funerário e o número de mortes ficou 108% acima da média histórica. Até essa quarta-feira (16), foram mais de 3,8 mil vidas perdidas por conta da Covid-19.
De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), divulgados nessa quarta, há uma taxa de ocupação de 47,4% nos leitos de UTI e 46% dos leitos clínicos destinados à Covid-19 na rede pública, e 72,8% dos leitos de UTI e 67% de leitos clínicos na rede privada.
Os dados de notificação registram um aumento da ocupação em 6% nos leitos públicos de UTI e 10% nos leitos privados. Nos leitos clínicos, houve um crescimento de 20% de ocupação na rede pública e 30% na rede privada.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que o Hospital Delphina Aziz, que seria aberto para outras enfermidades, permanecerá sendo a unidade referência para o tratamento de Covid-19.
“Os indicadores monitorados pela FVS-AM apontam uma desaceleração na queda da média móvel de casos e um movimento de alta na média móvel de internações pela doença. Porém, no momento não é possível afirmar que o Amazonas vive uma segunda onda de Covid-19”, disse o governo, por meio de nota.
Conforme balanço apresentado no dia 11 de setembro, a média móvel de casos caiu apenas 0,2% em Manaus nos últimos 14 dias anteriores. Essa desaceleração na queda de casos e aumento de internações é reflexo das aglomerações, informou o governo.
De acordo com a FVS-AM, esse comportamento vem favorecendo a propagação do vírus, tendo relação direta com as atividades recreativas do último feriado, em balneários (incluindo a Ponta Negra), bares, casas noturnas, festas, confraternizações de aniversário e casamento, e outras aglomerações, que incluem, por exemplo, as convenções partidárias em função do período eleitoral, com intensificação da transmissão, principalmente na faixa etária entre 30 e 49 anos.
Refletindo o padrão da pandemia, os casos que necessitam de internação são de maiores de 60 anos e os com comorbidades, que entraram em contato com quem se expôs em aglomerações e não cumpriu as regras de segurança e os protocolos definidos para o processo de flexibilização e retorno gradual dos serviços e comércio. A FVS informou que uma investigação epidemiológico chegou a essa conclusão.
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