Governo do DF nega recurso de Weintraub e mantém multa de R$ 2 mil por falta de máscara


Ex-ministro da Educação ainda pode recorrer mais uma vez ao Executivo local. Ele recebeu sanção ao participar de manifestação sem equipamento de proteção. Abraham Weintraub durante cerimônia religiosa da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, em fevereiro deste ano
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo do Distrito Federal negou um recurso apresentado pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e manteve a aplicação de uma multa de R$ 2 mil por falta de uso de máscara durante uma manifestação na capital, em junho (relembre abaixo). O equipamento de proteção é obrigatório no DF desde 30 de abril, por conta da pandemia do novo coronavírus.
Segundo a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do DF (DF Legal), responsável pela fiscalização das máscaras na capital, o ex-ministro “apresentou defesa que foi analisada e indeferida pela área jurídica desta pasta”.
Abraham Weintraub recebe título de ‘persona non grata’ pela Câmara Legislativa do DF
“Ainda este mês, a notificação para que ele apresente sua defesa deverá ser publicada no Diário Oficial do Distrito Federal. A partir dela, o ex-ministro terá 10 dias para apresentar novo recurso ou pagar a multa pelo não uso de máscara em via pública no valor de R$ 2 mil”, afirma a pasta.
Até a última atualização desta reportagem, o G1 não havia conseguido contato com Weintraub.
Caso o valor não seja pago, o nome do ex-ministro pode ser incluído na dívida ativa do DF. Em 20 de junho, Weintraub deixou o país e se mudou para os Estados Unidos. Ele foi exonerado do Ministério da Educação e atualmente ocupa cargo de diretor-executivo no conselho do Banco Mundial.
Multa
Min. da Educação Abraham Weintraub participa de protesto sem máscara e causa aglomeração
A multa foi aplicada ao ex-ministro da Educação em um ato de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Esplanada dos Ministérios, em 14 de junho. Durante a manifestação, Weintraub provocou aglomeração, cumprimentou, tirou fotos e abraçou as pessoas (veja vídeo acima).
O auto de infração afirma que ele estava em via pública “sem máscara de proteção […] em desacordo com o estabelecido em decreto nº 40.648/2020 no Distrito Federal”.
No dia da manifestação, a Esplanada dos Ministérios estava restrita, com proibição de manifestantes, devido a ameaças de ataques contra os Poderes. O protesto que contou com o apoio do então ministro descumpria a ordem.
‘Persona non grata’
No mês passado, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) também concedeu o título de persona non grata ao ex-ministro. A moção de repúdio significa “pessoa não querida”.
A medida ocorreu após críticas feitas pelo ex-ministro a Brasília, durante uma reunião do primeiro escalão do governo federal, em abril. À ocasião, ele chamou a cidade de “porcaria e cancro de corrupção e privilégio”. As ofensas se tornaram públicas após a publicação de um vídeo do encontro.
O sistema da CLDF aponta que, desde 1998, houve outras três moções de persona non grata aprovadas. Conforme os registros, Abraham Weintraub ganha o título após de:
Augusto Pinochet, ditador chileno, em 1998;
Jean Pierre Juneau, embaixador do Canadá, devido a proibição de importação de carne bovina brasileira, em 2001;
George W. Bush, ex-presidente dos Estados Unidos, com moção aprovada em 2003.
VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Distrito Federal
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