Governo argentino torna compra de dólares mais complicada ao introduzir novas regras

Em uma coletiva de imprensa, Miguel Pesce, titular da entidade, explicou a nova medida da seguinte forma:

“Os pagamentos feitos com cartão de crédito no exterior serão tidos em conta nas compras de dólares para poupança. Não há limite para os cartões, mas essas compras vão ser levadas em consideração nas futuras aquisições que podem ser feitas para economizar em dólares. Se há um crédito de mil dólares [R$ 5,2 mil] com o cartão, por exemplo, por cinco meses não será possível acessar ao mercado cambial“.

Em 28 de outubro de 2019, o então governo de Maurício Macri (2015-2019) impôs um limite de US$ 200 (R$ 1.055) mensais para as pessoas que querem adquirir a divisa norte-americana.

A medida se mostrou controversa, já que o próprio Macri a criticou quando foi executada pelo governo de Cristina Kirchner (2007-2015) em outubro de 2011.

Cédulas de dólar, imagem referencial.
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Folhapress / Cris Faga
Cédulas de dólar, imagem referencial.

A nova administração de Alberto Fernández aplicou, além disso, um imposto de 30% às compras no exterior com cartões de crédito, às viagens ao exterior e às operações com meios eletrônicos que impliquem pagamentos em dólares.

O objetivo do BCRA com o pacote de medidas anunciado nesta terça-feira (15) é frear a sangria das reservas em um mercado cambial que tem, ao menos, três cotações do dólar, além da oficial.

“Esperamos que isto reduza a brecha nas cotações. No blue, que é ilegal e para onde se dirige todo tipo de delinquentes, não sabemos o que pode ocorrer”, disse Pesce.

Outra das medidas é a de limitar os pagamentos da dívida em dólares por parte das empresas, as quais devem se refinanciar sem pagar capital.

Peso argentino e dólar norte-americano

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