Governo aposta em atrasos no caso Queiroz como estratégia para blindar Flávio Bolsonaro

Integrantes do Palácio do Planalto admitem, nos bastidores, que a vitória de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que concedeu foro especial ao senador, terá prazo de validade breve, com a reversão no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, no entanto, tem sido comemorada mesmo assim.

O motivo da comemoração: governistas apostam nos atrasos na investigação envolvendo Fabrício Queiroz para evitar novos desgastes à família Bolsonaro ao mesmo tempo em que o presidente lida com a crise do coronavírus e seus impactos na Saúde e na economia, além dos inquéritos no STF que apuram o financiamento das manifestações antidemocráticas e a disseminação de fake news.

Para governistas ouvidos pelo blog, a estratégia prioritária da defesa de Flavio Bolsonaro, que antes era arquivar o caso Queiroz, foi substituída por outra, de atrasar as investigações e seus desdobramentos. Uma denúncia do Ministério Público contra Flávio Bolsonaro, por exemplo, estava pronta para ser apresentada, mas foi suspensa após a decisão do TJ-RJ.

Por isso, apesar de esperarem a reversão da concessão do foro privilegiado a Flávio no Supremo, o Planalto avalia que ganhou tempo no caso Queiroz.

No entanto, bolsonaristas sabem que a investigação envolvendo o ex-assessor é uma ameaça à estabilidade do governo. Por isso, Bolsonaro tem sido aconselhado a manter a mudança de postura que adotou desde que o amigo de longa data foi preso, na casa de Frederick Wassef, então advogado de Flavio Bolsonaro no caso das rachadinhas.

COM AGÊNCIAS