Governador Moisés fala que: ‘É a vez dos municípios assumirem responsabilidade como eu assumi”

O Governador de Santa Catarina Carlos moisés concedeu uma entrevista nesta semana e comentou a situação do Coronavírus no estado.

Curado do Covid-19, mas ainda em recuperação dos desgastes físicos causados pelo coronavírus, o governador Carlos Moisés (PSL) volta à cena para rejeitar a crítica de que foi omisso ao não retomar o controle das medidas de restrições a atividades econômicas e de lazer para impedir o avanço da pandemia no Estado. Moisés avalia que é o momento dos prefeitos assumirem as responsabilidades e garante que o governo do Estado estará ao lado das autoridades locais que decidirem ser rigorosos na restrição de atividades no momento mais preocupante que Santa Catarina vive desde o início da crise, em março.

Ao mesmo tempo, o governador diz e reitera que o Estado vive um paradoxo: se não houver “o contágio controlado de parte da população não vulnerável”, a doença ficará mais tempo entre nós. Na conversa por telefone no final da tarde de quarta-feira, Moisés falou sobre as perspectivas de ampliação dos leitos de UTI no Estado e sobre a adoção por prefeituras dos medicamentos para tratamento precoce do Covid-19, que ele próprio admite ter usado. Além disso, diz que pretende responder até o final da semana as 15 perguntas enviadas pela CPI dos Respiradores e acena com diálogo para os deputados estaduais e a para hoje opositora vice-governadora Daniela Reinehr.

Em entrevista a Upiara Boschi, colunista da NSC o governador disse que se sentiu frustrado porque pegou Coronavírus no período do ciclone bomba.

“Eu queria estar na rua, relembrando a profissão (bombeiro militar). Diagnostiquei positivo exatamente quando aconteceu o evento. Fiquei tentando manejar alguma ajuda aos municípios à distância, fiquei um pouco frustrado. Mas era um período que eu precisava, tanto que ainda hoje não estou 100%”.

Moisés confirmou que usou Hidroxicloroquina, “Sim, utilizei até os remedinhos para piolho, como diz um amigo (risos). A ivermectina, que já usei muito em animais, tanto na forma injetável quanto comprimidos. É usada para pessoas também. É um vermífugo, mas teria (diz com ênfase) um efeito antiviral. Da mesma forma a hidroxicloroquina, que usei por quatro dias, teria (com ênfase) um efeito antiviral em relação ao coronavírus. Assim como sulfato de zinco, que também teria (com ênfase) um efeito antiviral. Esses três, combinados com a azimotricina. Não é um pacote. São medicamentos que já estão disponíveis na rede de saúde, porque são utilizáveis para outros fins. Nenhuma delas é uma medicação nova que o Estado não teria. Em comum acordo com seu profissional, que pergunte se você quer usar ou o paciente demonstre interesse no uso, é importante que o médico dialogue, porque alguns pacientes não podem usar todos esses medicamentos”.

Sobre as decisões nos municípios o governador disse que prefere olhar o lado cheio do copo. “O que a gente viu esta semana foram algumas regiões já tomando decisões. Às vezes não há adesão total na região, mas os municípios mais populosos aderindo a uma fechamento, uma restrição maior, para achatamento da curva para manejar a disponibilidade de leitos de UTI, a atividade da economia e a saúde das pessoas. Essa receita para nós é a do equilíbrio e talvez seja a única que temos hoje que funcione. Estamos diante de um paradoxo. Quanto tempo a gente quer a pandemia em Santa Catarina? Como vamos imunizar nossa população? Se tem a vacina, tudo certo. Mas não temos a vacina. O que nos leva a crer que as populações menos vulneráveis têm que na medida do possível, atividades essenciais, atividades empresariais com regramento, elas vão naturalmente tendo algum contato, que não pode ser de grande explosão de números, para que a gente possa conviver de forma responsável com o vírus, imunizando a população, chegando em um platô e entrando em uma curva descendente para sair da pandemia”. 

Sobre se omitir Moisés comentou: “Penso que a última acusação que podem fazer ao governador Carlos Moisés da Silva é de omissão. Fizemos lockdown em Santa Catarina quando essa expressão não havia no Brasil. Fomos o primeiro Estado a tomar medidas duras e generalizadas, em todo o território, trancando atividades que até diziam que não tínhamos competência para fechar. Tomamos medidas duras, contra nosso desejo, mas necessárias. Em nenhum momento houve omissão do governador. O que percebemos naqueles primeiros 90 dias era que os prefeitos reclamavam que a mão do governo era dura e genérica. Combinamos com todos que as medidas de flexibilização e restrição seriam gerenciadas de forma regional. Fizemos uma nova regra, um novo decreto, regulamentamos e disponibilizamos ferramentas”. 

Com Agências

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