Gleisi Hoffmann: “minha vontade e a da maioria do PT é que Lula seja candidato novamente”

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, disse em entrevista ao SBT que seu desejo, e o desejo da maior parte da legenda, é ver o ex-presidente Lula disputando a eleição presidencial de 2022.

Ela afimou, porém, que a luta do partido pelo restabelecimento dos direitos políticos de Lula não objetivam o pleito, e sim fazer justiça pelo ex-presidente. “Nosso objetivo não é buscar elegibilidade do presidente Lula; é buscar Justiça para o presidente Lula. A minha vontade e a da maioria do PT é que Lula seja candidato novamente; que Lula dispute a eleição presidencial. Nós queremos a anulação da sentença porque ela é injusta, ela é ilegal”.

Gleisi ainda falou que é possível pensar em uma agenda de unificação da esquerda, mas ressaltou que é importante ter um bom nome para garantir chances de chegar ao segundo turno. “É possível fazer um acordo, fazer uma composição, ter um plano que nos unifique. Mas para assumir uma cabeça de chapa tem que ter voto, né? Quem é que tem hoje votação expressiva no Brasil? Às vezes as pessoas dizem assim: ‘Fulano seria melhor para o segundo turno’. Só que para chegar no segundo turno precisa passar pelo primeiro. E voto, capital eleitoral, é algo que se acumula da sua vivência, da sua disputa política, do seu posicionamento… É uma construção. Política não é um ato de abrir mão, é um ato de composição”.

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Sobre as eleições municipais de 2020, Gleisi contou que o partido está confiante e que o momento político brasileiro é outro, bem diferente do cenário de 2016. “Nas eleições de 2016, tivemos 990 candidatos [a prefeito]. Nas eleições de 2012, foram 1.800 candidatos. Neste ano, são mais de 1.600 candidatos. O número de candidatos do PT agora é bem superior ao das eleições municipais de 2016. E temos um grande número também de candidatos a vereador. São mais de 21 mil candidatos e candidatas em todo o Brasil. O PT está mais animado. É um outro momento. As eleições de 2016 foram as mais difíceis para nós. Foi um momento muito duro”.

Ela falou ainda que “há um enfrentamento político e uma discussão na sociedade sobre os rumos do país”, o que favborece o debate político.

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