Gabriella Custódio Silva: um ano depois, morte de jovem ainda aguarda por justiça

O júri popular que colocará o então companheiro da vítima no banco dos réus já foi adiado três vezes por causa da pandemia/ Divulgação / Redes Sociais

A morte de Gabriella Custódio Silva completa um ano em meio à dor da ausência e da espera por justiça. A jovem de 20 anos foi morta com um tiro no peito, no dia 23 de Julho, na casa onde o casal morava, em Pirabeiraba.  Câmeras de segurança da unidade de Saúde mostram o momento em que Leonardo Nathan Chaves Martins abandona o corpo da Jovem, na emergência do Hospital Bethesada.

Leonardo, de 21 anos, era o companheiro da vítima. Ele é acusado de homicídio duplamente qualificado por surpresa e feminicídio. Leonardo está preso preventivamente desde quando se entregou. O pai responde em liberdade por fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

Após o crime , Gabriella foi levada pelo companheiro para o hospital em Joinville dentro do porta-malas de um carro. O suspeito fugiu menos de um minuto após deixá-la no pronto-socorro.

Segundo o Poder Judiciário, embora o réu tenha alegado que a arma disparou acidentalmente, a Justiça entendeu que essa questão deverá ser analisada pelo júri popular. Isso porque o filho e o pai, ao se desfazerem do objeto, impediram que fosse feita perícia na pistola, o que poderia comprovar a versão deles.

Além disso, o desaparecimento do celular da vítima e de Leonardo foi considerado pela Justiça como indício de que o réu tem algo a esconder.

Com Agências