Frota de ônibus de Mogi passa a circular com 75% dos veículos de antes da pandemia

Passageiros vinham reclamando do aglomerado de passageiros nos veículos. Secretaria Municipal de Transportes informou que mais 33 veículos foram acrescentados em 24 linhas. Número de coletivos operando em Mogi das Cruzes é ampliado
O sistema de transporte coletivo de Mogi das Cruzes passou a operar nesta segunda-feira (14) com 75% da frota normal. O número de veículos foi reduzido no começo da pandemia, diante da queda no número de passageiros.
Com o aumento de 33 ônibus na frota, a cidade passa a contar com 168 ônibus nas ruas. Essa ampliação foi definida pela Secretaria Municipal de Transportes, depois de uma análise técnica do volume de passageiros.
Nos últimos meses, os ônibus tem sido uma das principais reclamações de quem precisou voltar à rotina. Com isso, 24 linhas da cidade ganharam o reforço. A expectativa é que esse percentual melhore o serviço aos poucos. Também há mudança nos horários.
O diretor do Departamento de Transportes da Prefeitura de Mogi, Leandro Barcelos do Porto, explicou quais as linhas que ganharam reforço. “São as linhas que atendem ao distrito de Jundiapeba, Quatinga, Pindorama, Braz Cubas, residencial Cocuera, Toyama, Socorro, Manoel Ferreira, o Piatã A e B e César de Sousa”, disse.
Porto disse ainda que o estudo foi realizado com base na movimentação dos passageiros, por isso ela beneficia cerca de 84% do volume total de passageiros.
A auxiliar administrativo Valéria Fernandes mora em Suzano e, todos os dias, acorda antes das 5h para pegar o ônibus para Mogi. Ao chegar à Estação Estudantes, precisa pegar um segundo ônibus, para ir sentido Cocuera. Ela conta que todo o percurso seria mais rápido, se o tempo de espera entre os ônibus não estivesse tão grande.
“Desde quando começou a pandemia, eles diminuíram os ônibus. O meu itinerário eu tenho que esperar de 30 a 40 minutos. Antes eu chegava e já pegava em 15 minutos, no máximo”, diz.
O técnico em saúde bucal, Wesley do Prado, mora no distrito de César de Sousa. Assim como a Valéria, ele também reclama da demora. “Do Central [terminal], a demora é ainda maior. Eu já fiquei lá por volta de 1h 1h30 e nada do ônibus sair. A gente quer chegar em casa e não tem alguém para dar uma notícia do que está acontecendo. Se é problema para sair o ônibus, trânsito, se diminuíram a quantidade de ônibus”, diz.
A produção do Diário TV apurou que, entre o fim da semana passada e o início desta semana, o número de passageiros transportados em Mogi foi em média de 63,2 mil por dia. O que representa 52% menor do que o total de antes da pandemia. Ainda assim, a quantidade de passageiros têm voltado a crescer.
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