FMI diz que crise está ‘longe de acabar’ e que mais auxílio é necessário

Para o fundo, recuperação continua frágil e desigual; economistas dizem que países de baixa renda provavelmente precisando de apoio contínuo

O FMI (Fundo Monetário Internacional) advertiu nesta quarta-feira (9) que a crise do coronavírus está “longe de terminar” e ressaltou a necessidade de cooperação multilateral para garantir suprimentos adequados assim que a vacina for desenvolvida.

Em um ensaio publicado na revista Foreign Policy, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e a economista-chefe do órgão, Gita Gopinath, disseram que a recuperação econômica em curso diante da crise foi o resultado da rápida implementação e da escala sem precedentes de apoio de governos e bancos centrais, ponderando, contudo, que mais esforços serão necessários.

Georgieva, 66, nascida na Bulgária, é a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva; foi presidente-executiva do Banco Mundial e comissária da União Europeia para assistência e combate a crises

“A recuperação continua muito frágil e desigual entre regiões e setores. Para garantir que a retomada continue, é essencial que o suporte não seja retirado prematuramente”, escreveram as duas economistas no artigo.

A Covid-19 já matou 900 mil pessoas em todo o mundo, e o FMI estima que o custo total da crise chegará a US$ 12 trilhões até o final de 2021, com países de baixa renda provavelmente precisando de apoio contínuo.

O FMI disponibilizou financiamento de emergência para 75 países, incluindo 47 nações de baixa renda, e disse que está pronto para fornecer mais apoio a um conjunto mais amplo de países de renda média.

Além de apoiar trabalhadores e empresas e investir para conter o aquecimento global e reverter o aumento da desigualdade, os líderes do FMI disseram que os governos devem cooperar internacionalmente para que coloquem fim à crise de saúde.

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