Fiscalização aplica mais de R$ 1 milhão em multas em dois dias de ação contra desmatamento em Cujubim, RO

Operação é feita em conjunto pela PM Ambiental e Sedam. Objetivo é combater o desmatamento ilegal e prevenir queimadas na região de floresta rondoniense. Fiscalizações que acontecem no âmbito da Operação Hiléia, aplicaram R$ 1.040.000 em multas por crimes ambientais na região de Cujubim (RO). O montante é a soma de dois dias de ações, que aconteceram nesta quinta-feira (20) e quarta-feira (19).
A operação é organizada em conjunto pela Polícia Militar Ambiental e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), com o objetivo de combater o desmatamento ilegal e prevenir queimadas na região de floresta rondoniense.
Os autuados foram notificados por destruir, danificar florestas nativas e plantadas, que são objeto de preservação.
Nesta quinta (20), na Linha 03, região do Galo Velho, foi identificado através de imagens de satélite do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), um desmatamento de cerca de 52 hectares de floresta nativa. A área corresponde a quase 52 campos de futebol.
Na quarta (19), cinco infratores foram autuados, um deles com uma multa de R$ 485 mil.
Cujubim, RO, região foco de operação contra desmatamento
Google Maps/Reprodução
Segundo a Sedam, os técnicos através de uma sala de situação, conseguem rastrear pontos de desmatamento e focos de calor em tempo real, com isso as equipes em campo chegam a flagrar o crime e punir os culpados, pois o sistema envia as informações sobre o local com as coordenadas exatas via satélite.
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Aumento no desmatamento
Desmatamento em região perto de Porto Velho (RO)

As áreas com alerta de desmatamento na Amazônia aumentaram 34,5% no período de um ano, segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De agosto de 2019 até o dia 31 de julho deste ano, houve alerta de desmatamento de 9.205 km² de área da floresta, uma área mais que seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Entre agosto de 2018 e julho de 2019, esse número tinha ficado em 6.844 km².
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Perigo aos povos indígenas
Além do avanço do desmatamento, entidades temem risco de genocídio entre indígenas isolados com avanço da Covid-19.
“Os garimpeiros, os madeireiros, os predadores não estão fazendo quarentena e a presença deles nesses terrenos é também um caminho de chegada do coronavírus. A gente sabe que a história da nossa pátria amada idolatrada de pandemia é o caminho do genocídio”, declarou ao G1 Dom Roque Paloschi, presidente do Cimi e arcebispo de Porto Velho.
De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coaib), 859 indígenas foram diagnosticados com o novo coronavírus em 14 etnias, e 75 estão com suspeita da doença.
Os povos atingidos pelos vírus são:
Arara Karo;
Cinta Larga;
Karitiana;
Kanoê;
Kassupa;
Mura;
Oro War;
Puruborá;
Paiter Suruí;
Sakirabiat;
Piripkura;
Tupari;
Wajuru.