Fake News: vídeo de posto com gasolina adulterada em Jaraguá do Sul é falso

Funcionário de posto realizando a aferição volumétrica de uma bomba, uma solicitação do Inmetro. | Foto DivulgaçãoFuncionário de posto realizando a aferição volumétrica de uma bomba, uma solicitação do Inmetro. | Foto Divulgação

A desinformação e precipitação de um motorista acabou disseminando uma falsa notícia sobre possível adulteração de gasolina, em um posto de combustíveis de Jaraguá do Sul. Na manhã desta terça-feira (21), um vídeo ganhou grande repercussão nas redes sociais, e acusava o posto de estar supostamente acrescentando água dentro das bombas de gasolina.

A informação, na verdade, é falsa. O que ocorreu foi que o motorista filmou o momento em que funcionários faziam o procedimento de aferição volumétrica da bomba, uma determinação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) aos estabelecimentos brasileiros que revendem combustível.

De acordo com o gerente do posto, o estabelecimento cumpre com esta normativa e semanalmente faz a aferição de todos os bicos de abastecimento da unidade, para certificar de que a medida da bomba está de acordo com o que esta sendo cobrado do cliente.

“Todas as semanas precisamos comprovar para o Instituto que as nossas bombas estão corretas. Fazemos a retirada de 20 litros de combustível de cada bico, e despejamos em um aferidor homologado pelo Inmetro, assim comprovamos que o que retiramos da bomba está de acordo com o que cobramos do cliente”, explica o gerente.

Ele ainda complementa que, para não fazer o descarte deste combustível utilizado para a aferição, é feita a devolução ao tanque, afinal o conteúdo não é alterado, e não recebe nenhum tipo de produto aditivo ou água.

Momento da aferição volumétrica de bomba de combustível. A gasolina usada na aferição é recolocada na bomba, pois não sofreu alteração. | Foto Divulgação

Motorista procura posto para se retratar

Ao entender sobre o procedimento, o motorista responsável pelo vídeo foi até o posto, nesta tarde, para se retratar pelo erro cometido. Sem se identificar, o cliente conta que gravar o vídeo foi apenas uma brincadeira e confessa que não imaginava a repercussão que tomaria.

Ele ainda comentou ao OCP que não tinha conhecimento sobre esse procedimento realizado pelos postos, e que em momento algum quis prejudicar a empresa ou disseminar notícias falsas. Com isso, ele também alerta as pessoas para os danos que as fake news podem causar.

“Nunca imaginei que o vídeo teria esta repercussão. Na inocência mandei para um amigo, que mandou para outro, e, assim, tomou grandes proporções. Por isso, fiz questão de vir me retratar, e peço para que as pessoas tenham mais consciência do que estão compartilhando, porque pode ser falso, e acabar prejudicando alguém”, comenta o motorista.

Clientes podem solicitar a aferição

Em casos em que o cliente tenha dúvidas ou suspeita sobre o valor e volume do combustível que comprar, ele tem o direito de pedir a aferição do produto ao posto, explica o gerente da empresa ao OCP.

“Se o cliente acha que está sendo lesado, tem todo o direito de pedir a aferição, e o posto deve realizá-la na frente do cliente. Poucas pessoas sabem disso, mas precisamos informar, afinal é um direito do consumidor e um dever nosso”, finaliza.

Com Agências