Ex-aluno da UFSC aparece em lista de negros inovadores da Forbes

A lista da Forbes de profissionais inovadores negros inclui, no rol de 19 pessoas, um aluno egresso da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Eduardo Germano Silva, 28, formou-se em Tecnologias da Informação e Comunicação e é líder técnico em Engenharia de Software e Chatbot Advocate nas Lojas Renner.

Ao receber a notícia, demonstrou surpresa: “Foi algo surreal, pois este acontecimento coroa uma década de muito esforço. Esforço não só meu, mas de todos que auxiliaram e auxiliam na minha jornada. Quando eu vi meu nome lá, eu imaginei o quanto meus professores, amigos e família ficariam felizes e orgulhosos desse feito, pois sem dúvidas eles fazem parte disso. Ninguém inova sozinho”, conta.

Germano relata que há preconceito na área, com dificuldades diárias, e afirma que as estatísticas de diversidade tem que ser mudadas – Foto: Divulgação/ND

O ranking abordou a diversidade nos responsáveis por desenvolver sistemas de novos produtos de grandes corporações brasileiras. A maioria dos profissionais do campo são homens (68,3%) e brancos (58,3%), segundo dados da PretaLab, e consultoria da ThoughtWorks.

Germano se formou no tempo mínimo, entrou na segunda metade de 2010 e concluiu o curso na primeira metade de 2013.

“Apesar de eu ser apaixonado por tecnologia, computador e vídeo game desde pequeno, também sou técnico em Administração. Na época, a grade curricular do curso ia ao encontro do que eu tinha de formação e o que eu gostava”, afirma.

Seu trabalho é na ala financeira da conhecida Lojas Renner, onde ficou dois anos na parte tecnológica.

“Graças ao meu background, minha atual gestão sempre me deu liberdade para adotar Inteligência Artificial nas minhas tarefas. Na Renner, pude trabalhar com reconhecimento de imagens, conversões de texto pra voz, voz pra texto, data science, processamento de linguagem natural… Até que tive a oportunidade de aprimorar meus conhecimentos sobre Assistentes Virtuais/Chatbots”, relata.

Germano também fez mestrado em Ciência da Computação na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), sendo membro do Grupo de Redes de Computadores da instituição, integrando o ProSeg, projeto de pesquisas em Smart Grids, redes elétricas inteligentes.

Foi durante este período que o acadêmico teve sua primeira experiência internacional, em 2015, ao ir para o Canadá para apresentar um artigo chamado IFIP/IEEE International Symposium on Integrated Network Management, fruto de sua dissertação, defendida em 2017.

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