Estudo traz evidência genética de que varíola já circulava pela Europa muito antes do imaginado

Representação de viking morto

Uma equipe de cientistas da Universidade de Cambridge, Reino Unido, analisou fragmentos de ossos e dentes de 1.870 indivíduos da Eurásia e das Américas que viveram há 31 mil anos, encontrando evidência genética definitiva de que a varíola existia mil anos antes do que se acreditava, escreve o portal Science Alert.

Além disso, a pesquisa publicada na revista Science apoia a teoria de que a varíola se originou inicialmente de roedores, que a transmitiram a humanos.

“A datação das amostras de aVARV [DNA viral antigo] a partir de 603 d.C., corresponde à de múltiplos relatos escritos de prováveis infecções por varíola no sul e oeste da Europa, a partir do final do século VI”, dizem.

Pesquisadores conseguiram recuperar fragmentos de 26 pessoas do norte da Europa, metade dos quais tinha DNA viral antigo suficiente para ser analisado. Das 26 pessoas, 11 pertenciam à Era Viking e um pouco antes, entre 603 d.C. e 1050 d.C.

Até agora, as evidências genéticas mais conclusivas da existência das duas variedades do vírus, variola major e variola minor, remetiam a uma múmia lituana do século XVII (descoberta por acaso) e a duas amostras dos séculos XIX e XIX detidas pelo Museu Nacional Tcheco, cujo ancestral mais comum teria vivido entre 1530 d.C. e 1654 d.C.

É estimado que durante o século XVIII a Europa presenciou cerca de 400 mil mortes anuais por varíola. Além disso, durante o século XX, até 500 milhões de pessoas morreram da doença milenar.

A varíola foi finalmente declarada erradicada em 1980 pela Organização Mundial da Saúde, a primeira, e a única das que afetam humanos a ter essa honra.

Com Agências

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