Estudo canadense questiona eficácia de testes rápidos para Covid-19


Pesquisa que avaliou 40 estudos preliminares sobre diagnósticos do novo coronavírus apontou que há pouca evidência que justifique a aplicação destes testes em postos de atendimento. Estudo canadense questiona eficácia de testes rápidos para Covid-19

Pesquisadores do Canadá apontaram “grandes fragilidades” nos estudos que recomendam a realização de testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19 e afirmaram não haver evidências para a aplicação de testes sorológicos em pontos de atendimento à saúde.
Testes rápidos de Covid-19: quem deve fazer?
Em um artigo publicado nesta quarta-feira (1º) pela revista britânica “The BMJ”, os pesquisadores avaliaram que a maior parte dos estudos publicados e que tratam dos testes sorológicos para o coronavírus Sars-Cov-2 não são precisos.
“Encontramos grandes fragilidades na base de evidências para testes sorológicos para a Covid-19”, escreveram os pesquisadores. “A evidência não apoia o uso continuado de testes sorológicos no local de atendimento para a Covid-19.”
Inconsistências
Para a publicação, os cientistas revisaram cerca de 40 estudos anteriores sobre o tema e identificaram inconsistências nas produções. Segundo eles, há pesquisas enviesadas e com baixo nível de amostragem.
Apenas quatro, dos quarenta estudos publicados, contaram com uma análise mais completa no perfil dos pacientes. Além disso, os pesquisadores apontaram para uma diferença na sensibilidade de testes clínicos e comerciais.
De acordo com o artigo, os testes “de farmácia” apresentaram resultados inferiores aos aplicados em laboratórios clínicos.
Sensibilidade afetada
Segundo o estudo, há também diferenças em relação à sensibilidade de cada tipo de teste aplicado para o diagnóstico da Covid-19. Os ensaios de imunoabsorção enzimática (ELISA, em inglês) se mostraram mais eficazes que os imunoensaios de fluxo lateral (LFIA).
De acordo com a revisão bibliográfica, o primeiro apresentou uma resposta de confiança próxima à 84%, enquanto o segundo, de apenas 66%. Os pesquisadores recomendaram que o diagnóstico da doença seja comprovado pelo RT-PCR (que mede a presença do vírus ativo no corpo), e que os estudos devem usar esta avaliação como referência para a validação dos testes rápidos.
Além disso, os pesquisadores explicaram que a amostragem de pacientes avaliados pelos estudos tem que ser ampliada e os protocolos de testagem padronizados para que não haja interferência do meio nos resultados.
“A revisão ressalta a necessidade de alta qualidade clínica estudos para avaliar essas ferramentas”, diz o estudo
Eles reforçaram ainda a necessidade de testes de referência e uma avaliação “cega” para que não haja conflito de interesses nas pesquisas.

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COM AGÊNCIAS

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