Estudo ajuda a identificar caso de Covid-19 e evitar possível surto em asilo de Nepomuceno, MG

No local, foi identificado um caso confirmado da doença durante a aplicação de um teste rápido em estudo pela Universidade Federal de Ouro Preto, em parceria com um laboratório. Estudo consegue prevenir surto da Covid-19 em asilo de Nepomuceno (MG)
Um teste feito em idosos durante um estudo em um asilo de Nepomuceno (MG) identificou um caso confirmado de Covid-19 e ajudou a evitar um possível surto da doença no local. Uma testagem aleatória foi feita no sábado (19) com seis moradores do asilo e um dos idosos foi identificado como caso positivo, com alta carga viral.
A testagem fazia parte de um estudo aplicado em três cidades do Sul de Minas. Em maio, uma pesquisa da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) apontou que Nepomuceno tinha uma alta taxa de subnotificações de casos da Covid-19.
Desta forma, a cidade foi uma das escolhidas para aplicação de outra pesquisa, em parceria da Ufop com uma empresa de biotecnologia, que estuda um novo teste rápido, capaz de trazer resultados em 15 minutos.
Foram aplicados 240 testes em três cidades – Nepomuceno, Perdões e Campo Belo. Desta forma, nos testes do fim de semana, o idoso foi identificado com a doença, o que permitiu um isolamento e tratamento precoce, evitando que o coronavírus se espalhasse entre mais internos.
“Como parte do projeto de pesquisa, resolvemos testar seis pessoas aleatoriamente no asilo e o resultado de um deles veio positivo. Isso nos causou um alerta, porque sabemos os problemas do coronavírus em asilos. Ele estava com uma carga viral muito alta e ainda sem anticorpos, mostrando que é uma infecção muito recente”, detalhou o médico e pesquisador da Ufop, Breno Bernardes.
Após o resultado positivo, o asilo aplicou 70 testes, sendo 50 em moradores e 20 em funcionários. Todos deram negativo. Os resultados foram divulgados na noite de segunda-feira (21). “Por sorte, conseguimos identificar isso bem cedo e, então, testamos todo o asilo”.
Novo teste rápido
Segundo Bernardes, a pesquisa de avaliação dentro dos estudos da Ufop aplica três tipos de testes em pessoas com sintomas suspeitos de coronavírus – o PCR, considerado o mais eficaz, o de anticorpos e o teste em estudo.
Este teste em estudo também é feito com coleta pelo nariz, como o PCR, mas com a vantagem de apresentar o resultado em 15 minutos. “A vantagem dele é substituir o PCR, mas sair um resultado rápido, porque o teste do PCR geralmente sai de três a seis dias”.
O objetivo é unir rapidez e precisão. “É importante pra que a gente possa identificar o paciente infectado com vírus na fase ativa. Se você faz um teste do PCR, que demora de três a seis dias o resultado, nesse período o paciente já saiu, já teve contato e espalhou o vírus. Mas se você tem um teste que identifica o vírus na fase ativa em 15 minutos, você identifica rapidamente os pacientes infectados, isola rapidamente e identifica os contatos para testar”.
O médico ainda esclareceu que é preciso ter um número significativo de pacientes para que possa afirmar se o novo teste é confiável. A expectativa é que o estudo seja concluído em 15 dias.
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