Estudante de Sorocaba cria projeto para avaliar saúde mental de médicos durante a pandemia


Projeto é desenvolvido pelo Instituto de Saúde e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo (ISS/Unifesp), no campus Baixada Santista. Pesquisa será feita por estudante de Sorocaba (SP), a partir da amostra de 500 profissionais
Reprodução/ TV TEM
Uma pesquisa pretende avaliar a saúde mental dos médicos que estão na linha de frente da pandemia da Covid-19. O projeto é de uma estudante de Sorocaba (SP), que cursa psicologia, e é desenvolvido pelo Instituto de Saúde e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo (ISS/Unifesp), no campus Baixada Santista.
A pesquisa irá mensurar a prevalência do estresse ocupacional e a incidência de esgotamento profissional, caracterizado como síndrome de Burnout. Em entrevista à TV TEM, a estudante Gabriela Correia Neto contou que começou a pesquisar em artigos científicos e na Literatura o que já foi feito em outras pandemias.
“Uma doença que foi Sarcov-2 e ocorreu na Coreia, em 2016. E lá eles tiveram um aumento da síndrome Burnout com médicos e também profissionais da área da saúde que estavam lidando diretamente com essa doença”, comenta a estudante.
A professora Laura Lima, orientadora do projeto, contou que os dados ajudarão a analisar medidas para futuros protocolos e programas de cuidados.
“Uma das características do burnout é que a pessoa fique exaurida emocionalmente. Ela fica sem realização profissional, ela desanima da profissão e também ela fica com insensibilidade ou seja, daqueles que ela devia cuidar, ela fica estressada com eles e sente uma certa indiferença”, comenta a professora.
Estudante de Sorocaba participa de pesquisa sobre saúde mental de médicos durante pandemia
Profissionais da saúde de Sorocaba (SP) relataram que a rotina de trabalhou mudou e a pressão no ambiente também aumentou. O médico, Jyean Muchon, que trabalha na Santa Casa de Sorocaba contou à TV TEM que a falta de profissionais afetou o quadro e exigiu rotinas extras para conseguir atender os pacientes.
“A parte mental, na realidade, é o que mais piora nesses casos. Minha saúde com certeza piorou por conta disso e o excesso de atividade. Não cheguei a ter um Burnout, mas com certeza um estresse muito agravado”, relata Jyean.
A avaliação da pesquisa será feita a partir da amostra de 500 profissionais, sendo 250 médicos da linha de frente (diretamente expostos ao contágio) e 250 de outras áreas, os quais serão convidados a responder um questionário online informando dados pessoais e profissionais.
Os profissionais que participarão da pesquisa terão que responder também à “Escala de Estresse no Trabalho” e ao “Inventário Maslach de Burnout”, com tempo médio de resposta de 10 a 15 minutos.
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